Internacional Morre George Shultz, ex-secretário de Estado durante a Guerra Fria

Morre George Shultz, ex-secretário de Estado durante a Guerra Fria

Político norte-americano tinha 100 anos e teve papel diplomático importante para negociar acordos com a União Soviética

Ex-secretário de Estado dos EUA durante os últimos anos da Guerra Fria, George Shultz

Ex-secretário de Estado dos EUA durante os últimos anos da Guerra Fria, George Shultz

Larry Downing/Reuters - Arquivo

O ex-secretário de Estado dos EUA durante os últimos anos da Guerra Fria (1982-1989), George Shultz, morreu no último sábado (6), aos cem anos de idade.

A Universidade de Stanford, na Califórnia, que informou sobre a morte neste domingo, descreveu Schultz como "um dos políticos mais importantes de todos os tempos" do país.

A instituição destacou que, ao longo dos anos de atividade política, Schultz trabalhou para três presidentes, entre eles Ronald Reagan, com quem formou uma equipe para avançar ao final da Guerra Fria.

Em artigo de opinião publicado em dezembro, por causa do centésimo aniversário, o jornal "The Wall Street Journal" afirmou que Schultz ajudou a forjar a amizade entre Reagan e o então presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachov.

"Sua experiência na diplomacia permitiu um final pacífico à Guerra Fria", escreveu o ex-subsecretário de Defesa dos EUA, Paul Wolfowitz.

Shultz nasceu em Nova York, em 13 de dezembro de 1920, cursou bacharelado em Artes e fez doutorado em Filosofia pela Universidade de Princeton, onde se tornou bacharel em Economia em 1942.

Durante a 2ª Guerra Mundial, serviu no Corpo de Fuzileiros Navais e mais tarde teve uma carreira como professor universitário em várias instituições até 1969, quando foi nomeado secretário do Trabalho pelo presidente Richard Nixon (1969-1974).

Antes disso, já tinha flertado com a política, quando em 1955 serviu no Conselho de Assessores Econômicos do presidente Dwight D. Eisenhower (1953-1961). E o retorno à alta política veio no governo de Ronald Reagan (1981-1989), que o nomeou secretário de Estado.

Em seus anos no comando da política externa dos EUA, Schultz teve de lidar com questões espinhosas como a Guerra das Malvinas, a guerra no Líbano, e as sempre delicadas relações dos EUA com a Europa.

Como secretário de Estado, negociou a redução de armamento com a União Soviética e também viveu a crise com o Panamá que terminou com a invasão ao país por parte do Exército dos EUA em dezembro de 1989, quando o mandato de Reagan estava a perto do fim. O governo de Reagan ficou marcado pelo polêmico intervencionismo na América Latina.

Últimas