Motins em prisões por conta do coronavírus matam 5 na Argentina

Presos protestaram pela necessidade de maiores medidas de prevenção diante da doença e benefício da prisão domiciliar para cuidar da saúde

Detentos protestaram por medidas de prevenção de doença

Detentos protestaram por medidas de prevenção de doença

Policía de Santa Fe/EFE - 24.3.2020

Cinco prisioneiros morreram por conta de distúrbios ocorridos em duas prisões da província de Santa Fé, na Argentina, onde os detentos exigiam maiores medidas de prevenção diante da epidemia do novo coronavírus, informaram fontes oficiais nesta terça-feira (24).

Os tumultos foram registrados entre ontem à noite e o início da madrugada desta terça nas prisões das cidades de Coronda e Las Flores, em Santa Fé e, segundo as autoridades locais, as mortes foram resultado de brigas entre os próprios presos e não por ações das forças de segurança.

O secretário de Assuntos Penitenciários, Walter Gálvez, disse durante entrevista coletiva que, uma vez ativados os procedimentos para encerrar os distúrbios, quando os policiais entraram nos pavilhões, encontraram um prisioneiro morto em Coronda e outros dois, carbonizados, em Las Flores.

Dois outros prisioneiros gravemente feridos na prisão de Las Flores foram transferidos para um hospital, onde acabaram morrendo.

As autoridades da província informaram que "danos significativos" foram registrados em várias instalações prisionais durante os distúrbios.

Reivindicações dos presos

Os presos justificaram seus protestos sobre a necessidade de maiores medidas de prevenção diante do avanço da Covid-19 e o temor de que, se forem infectados, não receberão os cuidados de saúde necessários.

Eles também reivindicaram o benefício da prisão domiciliar para prisioneiros com fatores de risco à saúde.

Mas as autoridades locais garantiram que foram tomadas medidas, como tarefas de limpeza, suspensão de visitas, fornecimento de álcool gel e a instalação de hospitais de campo dentro das prisões.