Internacional Mulher diz ter sido abusada por juiz indicado a Suprema Corte dos EUA 

Mulher diz ter sido abusada por juiz indicado a Suprema Corte dos EUA 

Christine Blasey Ford acusou o juiz americano Brett Kavanaugh de ter abusado sexualmente dela há 30 anos. O juiz negou as acusações

Mulher acusa juiz indicado a Suprema Corte dos EUA de abusos

Kavanaugh negou as acusações de Christine

Kavanaugh negou as acusações de Christine

REUTERS/Joshua Roberts/File Photo/4.9.2018

Uma mulher acusou de abusos sexuais o juiz americano Brett Kavanaugh, indicado pelo presidente Donald Trump a um posto na Suprema Corte do país.

A denúncia veio à tona na semana passada, mas somente neste domingo (16) Christine Blasey Ford revelou sua identidade ao jornal The Washington Post.

Segundo ela, o magistrado tocou-a, esfregou seu corpo no dela e tentou tirar sua roupa à força quando os dois eram adolescentes, há cerca de 30 anos. A mulher fez o Ensino Médio em Maryland, nos anos 80, com o magistrado.

"Pensei que ele ia me matar involuntariamente. Estava tentando me agredir e tirar minha roupa", relatou Christine Blasey Ford, que hoje é professora da Universidade de Palo Alto, na Califórnia, e tem 51 anos de idade. Ela afirmou que nunca tinha comentado sobre o caso até 2012, quando mencionou-o pela primeira vez durante uma sessão de terapia de casal. 

Quando a denúncia foi feita anonimamente contra Kavanaugh, na semana passada, o magistrado negou as acusações. "Nego categórica e inequivocamente esta acusação. Não o fiz durante o Ensino Médio e nem em momento algum", disse o juiz, de 53 anos, em um comunicado.

Kavanaugh foi indicado por Trump no dia 9 de julho para compor a Suprema Corte. Ele passa pelo processo de aprovação e sabatina do Congresso. Na próxima quinta-feira, o Comitê do Senado votará se recomenda ou não sua indicação.

Senadores democratas, da oposição a Trump, pediram que a votação seja adiada até que a denúncia seja apurada. "Por muitos anos, quando as mulheres faziam acusações graves de abusos sexuais, eram ignoradas. Isso não pode acontecer nesse caso", disse o líder dos democratas no senado, Chuck Schumer.