Mundo tem mais de 720 mil mortos por pandemia de covid-19

Brasil já contabiliza 100 mil óbitos em menos de cinco meses, o que representa 13.8% dos óbitos ocorridos pela doença em todo planeta

Brasil já contabiliza 100 mil óbitos em menos de cinco meses

Brasil já contabiliza 100 mil óbitos em menos de cinco meses

Rovena Rosa Agência Brasil - 04.08.2020

O avanço do novo coronavírus já deixou mais de 723 mil mortos em todo o planeta e uma a cada sete vítimas da doença é brasileira. De acordo com a Universidade Johns Hopkins, foram 723.693 mortes até este sábado (8). O Brasil já contabiliza 100 mil óbitos em menos de cinco meses de pandemia.

Com pouco mais de 100 mil vidas perdidas, o número de mortos no Brasil representa uma fatia de 13.8% dos óbitos ocorridos desde o início da doença em todo planeta. O País é o segundo com mais casos e mais mortes de covid-19 no mundo. Só perde para os Estados Unidos, que somam com 162 mil óbitos, de acordo com a Johns Hopkins. O terceiro país mais afetado é o México, com 51 mil mortes em decorrência do novo coronavírus. Os três juntos são responsáveis por quase metade de todas as mortes registradas no planeta.

A epidemia está longe do fim - e nada indica que o ritmo de mortes está desacelerando.

Em 10 de maio, quando o mundo atingiu 100 mil mortes em decorrência do novo coronavírus, o Brasil, ainda no começo da pandemia, somava 1.056 óbitos pela doença. O que representava, à época, 1% das vítimas no mundo. Após 15 dias, quando o mundo dobrou a marca e ultrapassou 200 mil mortos pela doença, o País contabilizava pouco mais de 4 mil óbitos pela covid-19, alcançando 2% das mortes acumuladas pela doença.

Como o Estadão mostrou, com novos casos se alastrando pelo interior, duas a cada três cidades brasileiras já perderam alguém para a covid-19. Médicos e cientistas de diferentes regiões do País afirmam que, para conter o avanço da doença, é preciso que as ações tenham como base um tripé: identificação e monitoramento precoce dos casos; etiqueta respiratória e cuidados pessoais; isolamento social, ou até lockdown, principalmente nos locais com alta transmissão.

O Brasil chegou à marca de 1 milhão de casos registrados em 19 de junho, 114 dias após o primeiro caso, em 26 de fevereiro. O número de infectados dobrou depois em apenas 27 dias, quando o País chegou a 2 milhões de contaminados. A marca de 2,5 milhões veio apenas 10 dias depois e agora ultrapassa a barreira dos 3 milhões de casos em 9 dias. Se o País demorou 141 dias desde o primeiro caso para atingir a marca de 1,5 milhões de contaminados em 2 de julho, 37 dias foram suficientes para o número dobrar e chegar a três milhões de casos. Isso sem contar que o Brasil é um país que testa pouco a sua população, ou seja, os números podem ser muito maiores que os registrados.

O Brasil registrou uma média móvel diária de 990 pessoas mortas por causa da covid-19, no sábado, 8. Esse número tem se mantido na casa dos mil ou acima de mil, desde o final do mês de maio, segundo dados do consórcio de veículos da imprensa, junto às secretarias estaduais de saúde.

O mundo também ultrapassou no sábado (8) a marca de 19,4 milhões de pessoas contaminadas pela covid-19, e registrou um pouco mais de 284 mil novas infecções em apenas 24 horas, segundo a OMS.

Autoridades e instituições de saúde mundiais, no entanto, alertam que os números reais devem ser maiores em razão da falta de testagem em larga escala e da subnotificação em alguns países.