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Internacional Negros têm mais chances de morrer por covid-19 no Reino Unido

Negros têm mais chances de morrer por covid-19 no Reino Unido

Segundo estudo, pacientes de outras minorias, como bengalis, paquistaneses e indianos também têm uma taxa de mortalidade mais alta brancos

  • Internacional | Da EFE

Negros e minorias têm mais chances de morrer de covid-19

Negros e minorias têm mais chances de morrer de covid-19

Baz Ratner/Reuters - 7.5.2020

Um estudo do Escritório Nacional de Estatística britânico (ONS, sigla em inglês) divulgado nesta quinta-feira (7) aponta que os pacientes negros no Reino Unido têm quatro vezes mais probabilidades de morrer de covid-19.

De acordo com este estudo, a probabilidade de homens negros na Inglaterra e País de Gales morrerem de covid-19 é 4,2 vezes maior que a de brancos, enquanto a de mulheres é 4,3 vezes maior.

O ONS indicou que pacientes de outras minorias, como bengalis, paquistaneses, indianos e "misturas étnicas", também têm uma taxa de mortalidade mais alta que a população branca.

Esses números, resultados de uma análise realizada entre 2 de março e 10 de abril, sugerem que a origem dessas diferenças se deve, em parte, às desvantagens socioeconômicas sofridas pelas minorias e "outras circunstâncias", embora "algumas das razões ainda ainda sejam inexplicáveis", afirmou o ONS.

A pesquisa constatou que a taxa de mortalidade é mais alta em todos os grupos étnicos do Reino Unido em comparação com a população branca, exceto no caso das mulheres chinesas.

No total, 83,8% de todas as mortes por Covid-19 registradas no Reino Unido entre essas datas foram de brancos (eles morrem mais porque são mais), enquanto 6% correspondem a negros, a minoria étnica mais afetada.

"Fatores geográficos e socioeconômicos são responsáveis por mais da metade da diferença no risco de homens e mulheres negros e do grupo étnico branco", diz o relatório do ONS.

A pesquisa também levanta a possibilidade de que essas minorias tenham taxas de mortalidade mais altas, pois podem estar "super-representadas em empregos públicos", aumentando o risco de infecção.

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