Internacional No 3º aniversário do massacre da Parkland, Biden pede menos armas

No 3º aniversário do massacre da Parkland, Biden pede menos armas

Ao relembrar tiroteio em escola da Flórida que terminou com 17 mortos, presidente dos EUA pediu reforma nas leis de posse

Joe Biden pediu novas leis para restringir o comércio de armas nos EUA

Joe Biden pediu novas leis para restringir o comércio de armas nos EUA

Kevin Dietsch / Pool via EFE - EPA - 12.2.2021

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu ao Congresso, neste domingo, para reformar as leis que regulamentam a posse de armas de fogo, uma solicitação altamente simbólica por ocasião do aniversário de três anos do tiroteio no colégio da cidade de Parkland, na Flórida, na qual morreram 17 pessoas.

Leia também: Biden anuncia compra de 200 milhões de doses de vacina

Em uma declaração, Biden reconheceu o trabalho dos sobreviventes da tragédia, que travaram uma campanha para restringir a posse de armas e se tornaram um símbolo para uma geração de jovens americanos que não querem aceitar tiroteios em escolas como algo normal.

"Esta", disse Biden, "é uma história escrita por jovens de todas as gerações que desafiaram o dogma dominante para exigir uma verdade simples: podemos fazer melhor. E faremos".

Proposta ao Congresso

Biden prometeu que seu governo não vai esperar o próximo tiroteio para fazer uma proposta ao Congresso, o único com poder de reformar a legislação sobre armas e que não aprovou nenhuma lei significativa por mais de duas décadas, em parte devido à influência da poderosa Associação Nacional de Rifles (NRA, sigla em inglês).

"Hoje, peço ao Congresso que promulgue reformas na lei de armas de senso comum", pediu Biden.

Especificamente, ele pediu ao Legislativo que aprovasse leis que exigissem a verificação dos antecedentes dos compradores de armas e proibir fuzis de assalto e pentes de alta capacidade, que permitem aos proprietários de armas matar um grande número de pessoas sem ter que parar para recarregar as balas.

Biden também pediu o fim da "imunidade" de que gozam os fabricantes de armas que vendem essas "armas de guerra" nas ruas dos Estados Unidos.

Antes de Biden, vários presidentes democratas tentaram restringir o direito de portar armas, protegido pela Segunda Emenda da Constituição dos Estados Unidos.

Na verdade, quando deixou o poder, o ex-presidente Barack Obama reconheceu que sua maior frustração na Casa Branca foi o fracasso de seus esforços para expandir o controle de armas no país.

Nos EUA, onde vivem 319 milhões de pessoas, as armas ultrapassam o número de habitantes. Especificamente, a proporção de armas por 100 pessoas sobe para 120, de acordo com "The Small Arms Survey", um estudo elaborado pelo Instituto Universitário de Altos Estudos Internacionais da Universidade de Genebra (Suíça).

Últimas