No Twitter, Trump diz que Soleimani matou milhares, mas foi pego

Presidente norte-americano fez declaração após ataque aéreo dos EUA matar general iraniano Qasem Soleimani

Ataque foi ordenado por Donald Trump

Ataque foi ordenado por Donald Trump

Leah Millis/Reuters - 24.12.2019

O presidente norte-americano Donald Trump disse, no Twitter, que o Irã "nunca ganhou uma guerra, mas também nunca perdeu uma negociação", em tradução livre, na manhã desta sexta-feira (3). 

Declaração foi feita após a morte do comandante da Guarda Revolucionária do Irã, Qasem Soleimani.

Também pelo Twitter, o presidente norte-americano Donald Trump disse que o general iraniano "foi responsável pela morte de milhares de americanos e manifestantes no Irã". 

"O general Qassem Soleimani matou ou gravemente feriu milhares de americanos durante um longo período de tempo e planejava matar muitos mais... mas foi pego! Ele foi direta e indiretamente responsável pela morte de milhões de pessoas, incluindo o recente grande número de protestantes mortos no próprio Irã. Embora o Irã nunca seja capaz de admiti-lo adequadamente, Soleimani era odiado e temido no país. Eles não estão tão tristes quanto os líderes querem que o mundo exterior acredite. Ele deveria ter sido retirado há muitos anos!", escreveuTrump (em tradução livre).

O Pentágono confirmou nesta sexta que lançou o ataque aéreo que matou Soleimani.

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A ordem para o ataque partiu do presidente norte-americano, Donald Trump, segundo a rede de notícias CNN.

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No comunicado, Pentágono afirmou que o "general Soleimani estava desenvolvendo ativamente planos para atacar diplomatas e militares americanos no Iraque e em toda a região".

Reações no Oriente Médio

O presidente do Irã, Hassam Rouhani, declarou que o ataque foi um “ato covarde” e “outro sinal da frustração e desamparo da América na região”.

O presidente do Iraque, Barham Salih, condenou o ataque aéreo dos Estados Unidos e pediu moderação a todas as partes.

O primeiro-ministro do Iraque, Adel Abdel Mahdi, também condenou o ataque e disse, em comunicado, que "realizar operações de acertar contas contra figuras de liderança iraquiana e de um país irmão em solo iraquiano constitui uma violação flagrante da soberania iraquiana e um ataque à dignidade do país".