Nos 19 anos de Columbine, alunos protestam por controle de armas

Estudantes de mais de 2600 escolas dos EUA realizam marchas. Movimento começou com petição na internet que recebeu mais 250 mil assinaturas

Mais de 2.600 escolas participam do protesto contra armas nos EUA

Mais de 2.600 escolas participam do protesto contra armas nos EUA

Brendan McDermid/Reuters - 20.4.2018

O massacre de Columbine faz 19 anos nesta sexta-feira (20). Em memória ao atentado que deixou 13 mortos em 1999, os estudantes norte-americanos estão ocupando as ruas mais uma vez em sua batalha contra as armas de fogo.

Mais de 2.600 escolas liberaram seus alunos para fazerem uma caminhada em todo o país a partir das 10 horas da manhã (horário local).

Eles farão 13 segundos de silêncio antes da caminhada em homenagem às vítimas de Columbine.

O protesto começou através de uma petição na internet feita por uma estudante e assinada por mais de 250 mil pessoas.

Lane Murdock, autora da petição mora a cerca de 32 quilômetros de Newtown, onde houve um tiroteio em massa na Escola Elementar Sandy Hook em 2012

Os organizadores pediram para os manifestantes usassem roupas laranja, a cor oficial da campanha contra as armas.

A manifestação dos estudantes pode afetar diretamente a campanha eleitoral legislativa dos Estados Unidos. Desde o massacre na Flórida, em fevereiro, os jovens estão cobrando atitudes mais fortes e combativas dos congressistas nessa questão.

Os líderes do protesto estão pedindo para que os jovens que já possuem idade suficiente se registrem para votar — nos Estados Unidos o voto não é obrigatório — e apoiem candidatos simpáticos a restrição do porte de armas.

No dia 14 de março, quando fez um mês do atentado na Marjory Stoneman Douglas, que deixou 17 vítimas, houve uma outra passeata dos alunos.

Dez dias depois, aconteceu grande manifestação envolvendo ativistas, estudantes e artistas em todo o país para exigir um maior controle na venda de armas de fogo.

A data que deveria ser lembrada por uma manifestação pacífica por parte dos alunos vai ser registrada também por um outro ataque com armas de fogo na cidade de Ocala, na Flórida que deixou uma pessoa ferida. O atirador foi preso e a polícia cercou a escola.