Internacional Nova York adia retorno das aulas presenciais após ameaça de greve

Nova York adia retorno das aulas presenciais após ameaça de greve

Com mais de um milhão de alunos, Nova York tem o maior sistema de educação pública dos Estados Unidos e pretendia reabrir escolas neste mês

Criança segura cartaz que diz: "abrir somente quando for seguro"

Criança segura cartaz que diz: "abrir somente quando for seguro"

Carlo Allegri/ Reuters/ 01.09.2020

A prefeitura de Nova York anunciou nesta terça-feira (1º) que adiará do dia 10 para 21 de setembro o início das aulas nas escolas públicas da cidade, após um acordo com sindicatos para evitar uma greve de professores. A preocupação é a volta às aulas em meio à pandemia de covid-19.

Com mais de um milhão de alunos, Nova York tem o maior sistema de educação pública dos Estados Unidos e foi a única das grandes cidades do país a garantir que o ensino presencial retornará ainda neste mês.

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"Necessitamos mais tempo", admitiu em entrevista coletiva o secretário municipal de Educação, Richard Carranza, que falou ao lado do prefeito, Bill de Blasio, e do líder do maior sindicato de professores.

O adiamento busca dar mais tempo para os preparativos, após semanas de protestos organizados por professores e outros envolvidos, que denunciaram que os planos não permitem garantir uma volta segura às aulas.

Nova York optou por um modelo híbrido, que mescla aulas a distância e presenciais, destacando que os alunos de famílias com menos recursos precisam voltar às aulas presenciais após meses de ensino virtual.

Medidas de segurança

O plano inclui várias medidas para evitar contágios do coronavírus Sars-CoV-2, entre elas a desinfecção dos edifícios todas as noites, a disponibilização de desinfetantes de mão e equipamentos de proteção individual (EPIs) o tempo todo, a exigência do uso de máscaras e o distanciamento social.

A prefeitura também prometeu que não serão utilizadas salas de aula que não tiverem ventilação adequada e que os locais passarão por limpezas ao longo de todo o dia.

"Os equipamentos de proteção, o distanciamento social, a limpeza, a ventilação, teremos tudo isso, mas vamos monitorar para garantir que se, se houver sinais de algum problema, estaremos prontos para interromper", explicou o prefeito, ao anunciar um programa de vigilância médica.

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