Internacional Nova York: novo prefeito descarta confinamentos e home office

Nova York: novo prefeito descarta confinamentos e home office

Eric Adams destacou a importância de dar vida a um sistema econômico que funciona a partir da mobilidade humana

Agência EFE
Eric Adams assumirá o cargo de prefeito de Nova York no próximo dia 1º

Eric Adams assumirá o cargo de prefeito de Nova York no próximo dia 1º

Justin Lane/EFE/EPA - 30.12.2021

O novo prefeito de Nova York, Eric Adams, que assumirá o cargo em 1º de janeiro, descartou nesta quinta-feira (30) a volta dos confinamentos e do trabalho remoto em meio ao aumento exponencial de casos de Covid-19 e defendeu a vacinação e o uso de máscaras para combater o coronavírus.

"Não podemos voltar a fechar Nova York, temos de manter a nossa cidade aberta", repetiu Adams em várias ocasiões em entrevista coletiva para explicar as medidas de combate ao coronavírus e à variante Ômicron.

O número de casos de Covid-19 atingiu um novo recorde na quarta-feira (29), mais de 67 mil, e a taxa de positividade foi de cerca de 19% dos testes realizados, porcentagem que se estabilizou graças, entre outras coisas, ao fato de a quantidade de testes estar aumentando de forma constante na cidade.

A vacinação é obrigatória para os funcionários públicos em Nova York, e Adams não excluiu a possibilidade de tornar a dose de reforço obrigatória também, sem informar datas.

No entanto, ele se mostrou relutante em tornar a vacinação obrigatória para o setor privado e descartou pedir medidas punitivas aos trabalhadores que se recusarem a ser vacinados.

Adams também descartou uma volta ao home office para funcionários públicos e, embora tenha dito que a medida pode ser reconsiderada, afirmou ser a favor de que os trabalhadores saiam de casa para o emprego para dar vida a um sistema econômico que funciona com mobilidade humana.

O novo prefeito enviou diversas mensagens de apoio ao comércio e disse que as medidas tomadas contra o vírus "não devem ser devastadoras para os negócios". Na mesma linha, rejeitou a ideia de cancelar espetáculos, mais especificamente dos teatros e musicais da Broadway, que definiu como "um símbolo que traz milhões para a cidade". 

"Precisamos enviar um sinal de que estamos abertos e somos seguros. Queremos as luzes acesas na Broadway", declarou.

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