Nova York vai multar quem não respeitar distanciamento social

Prefeito da cidade, Bill De Blasio disse que não vai permitir que pessoas se reúnam em espaços que ainda estão abertos, como playgrounds e parques

Funcionários de hospital de Nova York carregam suprimentos hospitalares

Funcionários de hospital de Nova York carregam suprimentos hospitalares

Justin Lane / EPA - EFE - 30.3.2020'

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, anunciou nesta segunda-feira (30) que chegou a hora de multar todas as pessoas que não estão respeitando o distanciamento social imposto na cidade, a fim de deter a propagação do novo coronavírus.

As multas, segundo a imprensa local, ficarão entre US$ 250 (cerca de R$ 1,3 mil) e US$ 500 (cerca de R$ 2,6 mil), enquanto o prefeito também disse que, se necessário, está disposto a fechar os playgrounds e parques infantis, que estão sendo especialmente vigiados pelas forças de segurança. Esses espaços são uns dos poucos ainda abertos na cidade.

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"A polícia vai dar um aviso. E se eles não os ouvirem, então vão merecer uma multa neste momento", declarou De Blasio à imprensa. "Eu não quero multar as pessoas, quando há tantas que estão passando por momentos econômicos difíceis, mas se elas ainda não entenderam o que está acontecendo e não entenderem quando a polícia chegar, então essa pessoa merece uma multa".

O prefeito também pediu aos usuários do transporte público que esperassem pelo próximo trem se o primeiro que chegar à estação estiver muito cheio, e quer que as pessoas liguem para o número de telefone fornecido para questões relacionadas ao coronavírus, o 311, se virem pessoas começando a se amontoar nas plataformas.

Preocupado com aglomerações

Na última sexta, De Blasio havia manifestado preocupação em relação ao aumento de pessoas na rua quando fizesse tempo bom em Nova York e revelou seu mal-estar com as cerimônias religiosas que continuam acontecendo em algumas igrejas e sinagogas da cidade.

O estado de Nova York tem o maior número de infecções nos Estados Unidos, com mais de 66 mil dos 160 mil casos confirmados no país.