Novo Coronavírus

Nova Zelândia encerra confinamento em Auckland

Cidade mais populosa do país ficou 3 semanas fechada depois que novos casos apareceram depois de mais de 100 dias sem registrar infecções 

Confinamento em Auckland acaba nesta segunda-feira (31)

Confinamento em Auckland acaba nesta segunda-feira (31)

Thinkstock

Os moradores da cidade de Auckland, a mais populosa da Nova Zelândia, podem voltar às ruas a partir desta segunda-feira (31), quando as medidas de confinamento foram impostas em 12 de agosto em decorrência de um surto de coronavírus, após passar mais de cem dias sem infecções locais.

Escolas e empresas em Auckland, que tem 1,7 milhão de habitantes, abriram suas portas com algumas restrições. Agora, é possível que trabalhadores tenham reuniões de no máximo dez pessoas e obriga pessoas maiores de 12 anos a usarem máscaras nos transportes públicos.

Após três semanas de confinamento rigoroso, milhares de pessoas lotaram o Aeroporto de Auckland usando máscaras, embora pareça impossível respeitar a distância física nas áreas para entrega e retirada de bagagens, segundo imagens postadas nas redes sociais.

“Todos nos sentimos um pouco cansados. Estamos nisso desde o final de fevereiro. O mundo todo é igual, mas, em comparação, aqui estamos indo bem. Vamos superar [o coronavírus] novamente se todos fizerem a sua parte”, disse ele nesta segunda-feira a primeira-ministra, Jacinda Ardern.

O novo surto no país apareceu quando quatro membros de uma família em Auckland deram positivo ao vírus no meio do mês. Mesmo depois do isolamento rigoroso, o país registrou 9 casos de covid-19 nesta segunda-feira, cinco deles por transmissão local e quatro detectados em centros de quarentena.

Desde o início da pandemia, a Nova Zelândia acumulou 1.387 infecções, incluindo 22 mortes e 131 casos ativos, segundo dados do Ministério da Saúde do país, que ainda não descobriu a origem do surto em Auckland.

A Nova Zelândia, que tem pouco menos de 4,9 milhões de habitantes, foi elogiado globalmente por sua rápida resposta à pandemia, confinando o país em março, quando havia cerca de 50 infecções por coronavírus, e fechando suas fronteiras.

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