Novo Coronavírus

Internacional Nova Zelândia prorroga confinamento por novo coronavírus

Nova Zelândia prorroga confinamento por novo coronavírus

Isolamento terminaria no sábado (15), mas será estendido por 12 dias. País registrou os primeiros casos de covid depois de 100 dias nesta semana

  • Internacional | Da EFE

Reprodução/Pixabay

O governo da Nova Zelândia anunciou nesta sexta-feira (14) que prorrogará o confinamento na cidade de Auckland, a mais populosa do país, com 1,7 milhão de habitantes, por 12 dias, para tentar conter um surto de infecção pelo novo coronavírus, detectado há três dias, após 102 sem casos.

A medida válida especificamente para Auckland terminaria à meia-noite deste sábado, pela hora local (9h de hoje em Brasília). Além disso, a primeira-ministra Jacinda Ardern decidiu manter as restrições sociais no restante do território.

As decisões são uma resposta ao surto de origem desconhecida detectado no início da semana em quatro membros de uma mesma família

"Ao manter nossa abordagem cautelosa e a filosofia de atacar com força e rapidez, hoje o Gabinete concordou em manter as medidas atuais por mais 12 dias, completando duas semanas", anunciou Ardern.

O período de confinamento, que está vinculado ao ciclo de incubação do novo coronavírus, permitirá que as autoridades estabeleçam um perímetro do surto, além de isolá-lo. A partir de feito esse processo, será avaliado um possível relaxamento das medidas.

Campanha eleitoral

O governo de Ardern, que está imerso na campanha eleitoral para as eleições de 19 de setembro - cuja data ainda está mantida -, se reunirá novamente no dia 21 de agosto para decidir os próximos passos a serem dados.

A primeira-ministra explicou, após uma reunião, que o surto foi detectado "relativamente cedo", observando que o primeiro caso está relacionado a um funcionário de uma empresa de transporte e refrigeração, que adoeceu no dia 31 de julho.

"Mas, pode ser que esta não seja a origem do surto", frisou Ardern.

A primeira-ministra, no entanto, garantiu que as autoridades de saúde do país já demonstraram sua capacidade de conter os surtos, apesar de, em alguns casos, não ter sido possível rastrear de onde veio.

Os especialistas também determinaram que a cepa do surto atual é diferente daquela detectada na primeira onda da pandemia no país, por isso, há suspeita de que tenha sido importada.

"No momento, não há nada que sugira que devemos passar para o nível máximo de confinamento", esclareceu Ardern.

A Nova Zelândia, que foi submetida a um dos mais rígidos bloqueios do mundo no início da pandemia, quando tinha cerca de 50 casos, voltou à vida normal em 9 de junho.

Desde o início do contágio, foram registrados 1.251 casos de infecção, com 22 mortes. Atualmente, 49 casos permanecem ativos.

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