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Internacional Nova Zelândia registra 13 novos casos de covid-19 e fala em piora

Nova Zelândia registra 13 novos casos de covid-19 e fala em piora

Infecções estão ligadas a casos descobertos na terça-feira (11) e autoridades estão investigando origem do vírus. Auckland segue em isolamento

  • Internacional | Da EFE, com R7

N. Zelândia encontra mais 13 casos em Auckland

N. Zelândia encontra mais 13 casos em Auckland

Reprodução/Pixabay

As autoridades da Nova Zelândia confirmaram nesta quinta-feira (13) 13 novas infecções locais de coronavírus em vários lugares da cidade de Auckland, a mais populosa do país, e ligadas aos quatro casos detectados na terça-feira (11) depois que o país atingiu 102 dias sem encontrar o vírus em seu território.

Entre os recém-infectados está um estudante, três trabalhadores de um centro de transporte de carga e sete parentes, além de um trabalhador de uma instituição de crédito e um parente deste último, disse a Diretora Geral de Saúde da Nova Zelândia, Ashley Bloomfield.

Todos os casos de transmissão local estão ligados de alguma forma aos quatro membros de uma família cujo teste foi positivo há dois dias, enquanto as autoridades tentam descobrir a fonte desconhecida da infecção no país.

"O que sabemos até agora é que o padrão da sequência do genoma dos novos casos se parece mais com (a cepa) daqueles do Reino Unido e da Austrália", disse Bloomfield durante uma entrevista coletiva sem fornecer mais detalhes sobre o inquéritos.

Bloomfield também confirmou hoje um novo caso importado: uma mulher das Filipinas que está em um centro de quarentena para viajantes internacionais. Agora, o país tem 1.238 infecções desde o início da pandemia, incluindo 22 mortes, e 36 casos ativos.
 

De volta ao isolamento

O governo da Nova Zelândia, que foi elogiado internacionalmente por sua gestão em face da pandemia, relatou inesperadamente na terça-feira a existência de quatro casos de origem desconhecida do coronavírus em Auckland e ordenou o confinamento por três dias (até meia-noite da sexta-feira) dos 1,7 milhão de habitantes da cidade.
 

A primeira-ministra neozelandesa, Jacinda Ardern, disse hoje que o crescimento dos números mostra "a gravidade da situação", após ordenar na véspera o confinamento total de todos os centros para idosos e impor medidas de distanciamento social em todo o país.

“Lembre-se de que as coisas pioram antes de melhorar”, disse a premiê, insistindo que o plano de seu governo desde o início da pandemia é “agir cedo e com firmeza”.

O gabinete de Ardern decidirá amanhã se prorroga as medidas restritivas de acordo com a evolução da situação.
 

Rastreando a origem


As autoridades da Nova Zelândia estão tentando detectar a origem do vírus e acreditam que o epicentro pode ser o centro de congelamento de mercadorias Americold em Auckland, onde trabalha um dos membros da primeira família infectada.

O diretor administrativo da Americold para a Austrália e Nova Zelândia, Richard Winall, disse à rede ABC da Austrália hoje que, embora dois casos tenham sido detectados recentemente na fábrica na cidade australiana de Melbourne, seu depósito não transporta mercadorias para Auckland.

Winall destacou ainda que o armazém de Auckland recebe mercadorias de 15 países, entre Austrália, China e Estados Unidos.

Por sua vez, o professor Shaun Hendy, da Universidade de Auckland, comentou que o vírus provavelmente foi introduzido no país por um viajante estrangeiro, disse ele à TVNZ da Nova Zelândia.

“Se a família (cujos casos foram notificados na terça-feira) teve contato com um caso importado (não detectado), pode haver cerca de 25 pessoas infectadas e no pior caso, 100”, frisou.

O governo da Nova Zelândia, que impôs um bloqueio nacional em março, quando tinha cerca de 50 casos de coronavírus entre uma população de 4,8 milhões, conseguiu voltar à normalidade no início de junho após supostamente eliminar para o vírus.

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