Internacional Novos documentos confidenciais são encontrados na residência de Biden

Novos documentos confidenciais são encontrados na residência de Biden

Segundo o advogado do presidente, Bob Bauer, as buscas aconteceram na última sexta-feira (20)

AFP

Funcionários do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) encontraram na sexta-feira (20) mais seis documentos durante uma busca na residência de Joe Biden em Delaware, informou no sábado (21) o advogado pessoal do presidente americano, Bob Bauer.

Segundo o advogado de Biden, os documentos correspondem a duas fases da vida política do democrata

Segundo o advogado de Biden, os documentos correspondem a duas fases da vida política do democrata

Mandel NGAN / AFP

"O Departamento de Justiça tomou posse de materiais que considerou estarem dentro do escopo de sua investigação, incluindo seis documentos classificados", disse Bauer.

Segundo o advogado, os documentos correspondem a duas fases da vida política do democrata: sua extensa carreira de mais de 30 anos como senador por Delaware; e como vice-presidente de Barack Obama (2009-2017).

A busca durou mais de 12 horas e incluiu "todos os espaços de trabalho, moradia e armazenamento da casa", detalhou o advogado. 

"O Departamento de Justiça teve acesso total à casa do presidente, incluindo anotações escritas à mão, arquivos, papéis, pastas, 'memorabilia', listas de tarefas, agendas e lembretes que remontam a décadas", completou. 

Essa nova descoberta se soma a uma série de revelações, a conta-gotas, nos últimos dias, que colocaram a Casa Branca em uma posição muito delicada.

Particularmente incômodo para a Casa Branca, o caso começou em 9 de janeiro, quando Biden, por meio de seus advogados, reconheceu que documentos confidenciais haviam sido encontrados em um "think tank" de Washington, onde o agora presidente tinha ter um escritório. 

Três dias depois, em 12 de janeiro, o presidente democrata reconheceu que outros arquivos confidenciais foram encontrados na residência de sua família em Wilmington, Delaware. 

De acordo com uma lei de 1978, os presidentes e vice-presidentes dos Estados Unidos devem transmitir todos os seus e-mails, cartas e outros documentos de trabalho para os Arquivos Nacionais. 

O incidente é uma tema especialmente espinhoso para um presidente que pretende concorrer à reeleição em 2024.

Há alguns dias, durante uma viagem à Califórnia, Biden tentou minimizar o caso.

"Escutem, encontramos alguns documentos (...) que estavam guardados no lugar errado. Imediatamente, entregamos os documentos aos Arquivos e ao Departamento de Justiça", disse ele aos jornalistas. 

"Não me arrependo", acrescentou. 

Seus advogados garantem que foi "sem se dar conta" que o 46º presidente dos Estados Unidos, de 80 anos, levou estes documentos sigilosos e destacaram sua "total" colaboração com a Justiça. 

A Casa Branca garantiu que os lotes anteriores de documentos foram entregues ao Departamento de Justiça, assim como aos Arquivos Nacionais, logo que foram encontrados.

O objetivo da Casa Branca é claro: diferenciar-se o máximo possível do ex-presidente Donald Trump, que também se declarou candidato a ocupar novamente a Casa Branca. 

O republicano está sendo investigado por levar várias caixas com documentos sigilosos para sua residência na Flórida e por suspeita de obstrução dos esforços do governo para recuperá-los. 

Embora os dois casos não sejam inteiramente comparáveis, a questão permanece delicada para Biden. Após os anos de escândalos da presidência de Donald Trump, o democrata se apresenta como um político com elevados padrões éticos, rigoroso e respeitador das regras. 

O Departamento de Justiça entregou os dois casos a promotores especiais para evitar qualquer acusação de parcialidade.

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