Protestos contra o racismo

Internacional Obama lamenta morte de Floyd e vê jovens mobilizados nos EUA

Obama lamenta morte de Floyd e vê jovens mobilizados nos EUA

Ex-presidente dos EUA disse, em videoconferência, que todos no país estão 'sofrendo' e diz a jovens que 'suas vidas e sonhos importam'

  • Internacional | Do R7

Ex-presidente falou sobre protestos pela morte de George Floyd

Ex-presidente falou sobre protestos pela morte de George Floyd

Reprodução YouTube

O ex-presidente dos EUA, Barack Obama, comentou nesta quarta-feira (3) a morte de George Floyd e os protestos contra o racismo e a violência policial que tomaram conta do país desde a semana passada.

Em uma videoconferência com diversas jovens lideranças da comunidade negra norte-americana, Obama afirmou que a raiz do problema está no racismo estrutural da sociedade dos EUA e afirmou, que apesar das dores e desafios, tem esperança de um futuro com menos violência.

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"Os jovens deste país já viram violência demais. Muitas vezes ela veio de pessoas que deveriam protegê-los. Quero que eles saibam que são importantes, que suas vidas importam, que seus sonhos importam", declarou.

"Todos nós estamos feridos, alguns mais do que outros. Principalmente os familiares de George Floyd, Ahmaud Arbery, Breonna Taylor e tantos outros. E não podemos esquecer que o mundo está sob uma pandemia, que expôs os problemas de nosso sistema de saúde e outros problemas de desigualdade", disse ele.

"De muitas formas, o que aconteceu nas últimas semanas foram desafios, problemas estruturais, que são o resultado não do momento, mas de uma longa história, de escravidão, segregação, racismo. É o pecado original da nossa sociedade. Infelizmente, não vamos conseguir acabar com 400 anos de racismo em uma tacada só. Apesar de toda essa dor, temos a oportunidade de melhorar", analisou.

Durante a conversa, o ex-presidente comparou as atuais marchas com os protestos pelos direitos civis na década de 1960.

"O que me dá esperança é que muitos jovens estão se levantando e se unindo. Martin Luther King também era jovem quando começou, César Chavez era jovem, Malcom X era jovem. Quando nossos jovens se levantam, as mudanças acontecem. Isso me dá confiança de que este país vai melhorar", destacou.

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