Internacional Obra de Frida Kahlo é vendida pelo valor recorde de US$ 34,9 milhões

Obra de Frida Kahlo é vendida pelo valor recorde de US$ 34,9 milhões

Autorretrato da artista mexicana alcança preço excepcional para uma pintura latino-americana em leilão

AFP
Autorretrato de Frida Khalo foi vendido em leilão com preço recorde

Autorretrato de Frida Khalo foi vendido em leilão com preço recorde

Angela Weiss/AFP = 17.11.2021

O autorretrato Diego y Yo, de Frida Kahlo, estabeleceu na terça-feira (16) um recorde absoluto para uma obra da pintora mexicana, e para um artista latino-americano, ao ser vendido por US$ 34,9 milhões em um leilão da Sotheby's em Nova York.

O valor ficou longe, porém, do teto previsto pelos especialistas, que avaliaram a pintura na faixa de US$ 30 milhões a US$ 50 milhões.

Pintado em 1949 pela artista mexicana, o quadro pertencia a uma coleção privada e tem a dedicatória "para Florence e Sam com o carinho de Frida".

O comprador foi o colecionador argentino Eduardo Costantini, fundador do Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires (Malba). A tela irá, no entanto, para sua coleção particular. 

O empresário participou da disputa por telefone, com Anna Di Stasi, a diretora da Sotheby's para a América Latina, informou a casa de leilões à AFP, acrescentando que o valor total da compra inclui a comissão de venda.

Em 1995, esse filho de um imigrante italiano que chegou a Buenos Aires no início do século 20 pagou o valor recorde de US$ 3,2 milhões por Autorretrato con Chango y Loro (1942), também de Frida Kahlo.

Em 2016, ele pagou pouco mais de US$ 16 milhões pela obra Baile en Tehuantepec (1928), de Diego Rivera. O recorde anterior para uma obra de Rivera, de 1995, era de pouco mais de US$ 3 milhões.

Até então, o recorde em leilão para uma pintura de Kahlo era de US$ 8 milhões, por uma obra vendida em 2016.

Diego y Yo também bateu o recorde para um trabalho de artista latino-americano.

Esse é um dos autorretratos mais emblemáticos da pintora mexicana, que se tornou um ícone feminista.

Na pintura, o rosto de Rivera aparece na testa de Frida, acima de suas sobrancelhas características e de seus olhos escuros, dos quais caem algumas lágrimas.

A representação de Rivera — na época, próximo da atriz mexicana María Félix — como um terceiro olho simboliza quanto ele atormentava seus pensamentos, dizem os especialistas em arte. 

Kahlo e Rivera se casaram duas vezes. Ela faleceu em 1954, aos 47 anos.

Diego y Yo havia sido vendido pela última vez na Sotheby's por US$ 1,4 milhão, em 1990. 

No leilão desta terça-feira (16), outras estrelas da noite foram uma obra do pintor francês Pierre Soulages, que alcançou US$ 20,2 milhões, e um trabalho da espanhola Remedios Varo, vendido por quase US$ 2,7 milhões.

Uma obra da anglo-mexicana Leonora Carrington foi leiloada por US$ 1,8 milhão; uma pintura do cubano Wilfredo Lam, por US$ 1,35 milhão; outra, do uruguaio Joaquín Torres-García, por US$ 1,23 milhão; e uma natureza-morta de Diego Rivera, por US$ 3,2 milhões. Uma tela do chileno Roberto Matta foi arrematada por US$ 715.000. 

Últimas