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Internacional OMS começa deixar China após investigação da origem da covid-19

OMS começa deixar China após investigação da origem da covid-19

Especialistas acreditam que o vírus chegou aos humanos por meio de um animal hospedeiro ou por algum alimento congelado

  • Internacional | Do R7

Especialistas da OMS foram à China para investiga a origem da covid-19

Especialistas da OMS foram à China para investiga a origem da covid-19

ROMAN PILIPEY/EFE

Especialistas da missão da Organização Mundial da Saúde (OMS) encarregados de investigar as origens do coronavírus SARS-CoV-2 começaram a deixar a China nesta quarta-feira (10), país que consideraram "o início do caminho" para desvendar a origem do vírus.

"A equipe está trabalhando até a saída (da China). É apenas o começo do caminho, com muito trabalho a ser feito seguindo as pistas de nossos colegas da China. Muito orgulhoso de nossas conquistas e realista sobre o que resta", disse o zoólogo britânico Peter Daszak, membro da missão, no Twitter.

Também Marion Koopmans, virologista holandesa com quem Daszak seguiu para o aeroporto de Wuhan, declarou-se "exausta" no Twitter, mas comemorou o trabalho realizado durante os 27 dias que os pesquisadores passaram na cidade de Wuhan (14 deles, em quarentena) enquanto diz que está "realmente ansioso para (dar) os próximos passos".

Na mesma linha, estava a epidemiologista dinamarquesa Thea K. Fischer, que considerou na mesma rede social "uma experiência única" ter feito parte da missão que ontem, em entrevista coletiva, apontou duas teorias preliminares sobre as origens do vírus: por meio de um animal agindo como um hospedeiro intermediário para humanos ou por meio de algum alimento congelado.

Esta última é uma teoria que a China tem defendido repetidamente nos últimos meses, após a detecção de vestígios do vírus em alguns produtos congelados importados pelo gigante asiático.

Pequim tentou se livrar da responsabilidade por um possível início da pandemia em seu território (os primeiros casos foram detectados em Wuhan em dezembro de 2019) e apontou outras possibilidades, enquanto vários países, incluindo os Estados Unidos, através do ex-presidente Donald Trump, que frequentemente culpou a China pela situação sanitária internacional.

Esse contexto significou, nas palavras de Peter Daszak, que a equipe teve que realizar suas investigações em um ambiente altamente carregado politicamente.

O chefe da missão, o especialista dinamarquês em zoonose, Peter Ben Embarek, descartou ontem que o vírus teve origem em um laboratório e considerou a possibilidade de que tenha chegado à China por meio de produtos congelados.

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