Coronavírus

Internacional OMS cria comissão independente de avaliação da pandemia

OMS cria comissão independente de avaliação da pandemia

Medida responde a solicitação feita por diversos países-membros e é anunciada dois dias após os EUA oficializarem a saída da organizçaão

  • Internacional | Do R7, com EFE

Adhanom, da OMS, anunciou criação de comissão independente

Adhanom, da OMS, anunciou criação de comissão independente

Denis Balibouse/Reuters - 06.02.2020

A OMS (Organização Mundial da Saúde) anunciou nesta quinta-feira (9) hoje a criação de uma comissão independente para revisar sua atuação desde o início da pandemia provocada pelo novo coronavírus. O anúncio foi feito pelo diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, que também convocou os países-membros a fazerem avaliações e auto-críticas em relação ao trabalho feito em nível nacional.

O anúncio surge dois dias depois que os EUA notificaram sua saída do OMS em um prazo de um ano, alegando que a agência foi negligente em relação à pandemia. O presidente norte-americano, Donald Trump, acusa repetidamente a organização de ter atuado em favor da China, diminuindo a responsalidade de Pequim na disseminação do vírus.

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A comissão, disse Tedros em uma aparição pública anunciada alguns minutos antes, será presidida pela ex-primeira-ministra da Nova Zelândia Helen Clark e pela ex-presidente da Libéria e laureada com o Prêmio Nobel da Paz Ellen Johnson Sirleaf.

Investigação aprovada pela Assembleia Geral da OMS

"É hora de refletir sobre o que fizemos e procurar novas maneiras de colaborar", disse Tedros, que propôs uma reunião do Comitê Executivo da OMS em setembro para discutir o progresso inicial do painel.

A investigação independente sobre a resposta da OMS à pandemia do novo coronavírus é uma medida aprovada durante a Assembleia Mundial da Saúde, realizada em maio.

Na reunião anual da agência, nenhum dos 194 estados membros da OMS - incluindo os Estados Unidos - levantou objeções à investigação proposta pela União Europeia em nome de mais de 100 países, incluindo Austrália, China e Japão.

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