Internacional ONU alerta para forte deterioração da situação humanitária no Haiti

ONU alerta para forte deterioração da situação humanitária no Haiti

Segundo as Nações Unidas, cerca de 40% da população haitiana vai precisar de ajuda por falta de alimentos

Situação política no Haiti ajuda a piorar a crise econômica

Situação política no Haiti ajuda a piorar a crise econômica

Jean Marc Herve Abelard / EFE - 7.3.2021

As Nações Unidas advertiram nesta quarta-feira (10) sobre uma forte deterioração da situação humanitária no Haiti, onde mais de 40% da população precisará de ajuda neste ano por falta de alimentos.

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"Os números da insegurança alimentar estão se aproximando dos do Sudão do Sul e da República Centro-Africana", afirmou o coordenador humanitário da ONU no país caribenho, Bruno Lemarquis, destacando que a situação nesses dois países africanos é muito diferente, com conflitos armados contínuos.

No caso do Haiti, a crise política está piorando ainda mais uma situação já complexa, explicou Lemarquis em uma reunião com os Estados membros da organização.

De acordo com estimativa da ONU, neste ano 4,4 milhões de haitianos, mais de 40% da população, precisarão de assistência de emergência pelo risco de ficarem sem comida. Isso representa um aumento em relação aos 4,1 milhões do ano passado.

Crise, pandemia e violência

Além da polarização política, a organização também aponta o efeito da pandemia sobre a economia e os danos causados pela tempestade tropical Laura como causas da crise. Tudo isso causou uma "deterioração significativa" da situação no país que requer assistência internacional.

Pelas contas da ONU, são necessários cerca de US$ 235 milhões para atender às necessidades de 1,5 milhão de haitianos em uma situação particularmente vulnerável.

Além disso, Lemarquis advertiu sobre o risco de uma escalada da violência no país como resultado da situação política tensa, que se agravou em 7 de fevereiro com a denúncia de um golpe de Estado e a prisão de cerca de 20 opositores envolvidos na suposta trama.

A denúncia alimentou as manifestações de oposição contra o presidente Jovenel Moise, que desde então aconteceram quase diariamente em Porto Príncipe.

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