Novo Coronavírus

Internacional ONU: Covid-19 pode colocar 57,6 mi de africanos em crise alimentar

ONU: Covid-19 pode colocar 57,6 mi de africanos em crise alimentar

A situação levará 11,6 milhões de crianças a sofrer de desnutrição aguda este ano, 18% a mais do que antes da pandemia da o novo coronavírus

  • Internacional | Da EFE

Na áfrica, crise pode colocar 57,6 milhões de pessoas em situação crítica

Na áfrica, crise pode colocar 57,6 milhões de pessoas em situação crítica

Dai Kurokawa/EPA - 12.08.2001

O número de pessoas em situação crítica de alimentos na África Central e Ocidental pode chegar a 57,6 milhões até o final deste ano, devido ao impacto nas economias pelas medidas para conter a disseminação do novo coronavírus, informou nesta sexta-feira (3) o PMA (Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas).

Estima-se que o país mais afetado seja a Nigéria, que é o mais populoso do continente, com 23 milhões de pessoas nessa situação, enquanto o restante das vítimas estaria concentrado no Níger e no Burkina Faso, Chade, Camarões, República Centro-Africana, Mali e Senegal.

A situação levará 11,6 milhões de crianças a sofrer de desnutrição aguda este ano, 18% a mais do que antes da atual emergência sanitária.

Medidas e consequências

As medidas que tiveram o maior impacto no acesso da população aos alimentos foram o fechamento de fronteiras e a suspensão dos mercados semanais ao ar livre em toda a região, resultando nos agricultores que não têm saída para seus produtos.

O resultado tem sido a perda de sua renda, enquanto os preços dos alimentos aumentaram para os consumidores devido à menor oferta, disse a porta-voz do PMA, Elisabeth Byrs.

Os preços aumentaram de 15% a 25% desde abril na República Centro-Africana, Chade e Nigéria. Na Libéria, o preço da mandioca, um dos alimentos básicos da população, aumentou em 60%.

Elisabeth Byrs disse que a situação já era crítica antes da pandemia, quando era calculado que 21 milhões de pessoas não conseguiam atender às suas necessidades nutricionais mínimas, principalmente no período entre as colheitas (junho a agosto).

A agência humanitária da ONU (Organização das Nações Unidas), planeja fornecer ajuda alimentar a 23 milhões de pessoas na região, nove a mais do que o planejado no início do ano e para a necessita de US$ 770 milhões adicionais - para atender aos requisitos do próximos seis meses - para o seu orçamento inicial.

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