Novo Coronavírus

Internacional ONU sugere renda básica temporária para 2,7 bi de pessoas

ONU sugere renda básica temporária para 2,7 bi de pessoas

Relatório defende adoção de política em 132 países em desenvolvimento para frear propagação do coronavírus, ajudando trabalhadores a ficarem em casa

Reuters - Internacional
Trabalhador da saúde coleta material para testes de covid-19 na cidade de Jammu, na Índia

Trabalhador da saúde coleta material para testes de covid-19 na cidade de Jammu, na Índia

Jaipal Singh / EFE-EPA - 16.7.2020

Uma renda básica temporária para os 2,7 bilhões de pessoas mais pobres do mundo em 132 países em desenvolvimento pode ajudar a retardar a propagação do novo coronavírus, permitindo que a população fique em casa, de acordo com um relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento divulgado nesta quinta feira.

O relatório sugere três opções: complementação da renda média existente, transferências de montante fixo vinculadas a diferenças no padrão médio de vida em um país ou transferências uniformes de montante fixo independentemente de onde alguém mora em um país.

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"Tempos sem precedentes exigem medidas sociais e econômicas sem precedentes. A introdução de uma renda básica temporária para as pessoas mais pobres do mundo surgiu como uma opção", disse o administrador do Programa, Achim Steiner. "Os planos de resgate e recuperação não podem se concentrar apenas em grandes mercados e grandes empresas."

O coronavírus infectou pelo menos 15 milhões de pessoas e houve mais de 610 mil mortes registradas em todo o mundo.

As Nações Unidas alertaram que a pandemia e a recessão global associada a ela poderiam desencadear um aumento da pobreza em todo o mundo pela primeira vez desde 1990 e levar 265 milhões de pessoas à beira da fome.

Suspensão de dívidas para pagar renda básica

O relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento sugere que uma maneira de os países pagarem por uma renda básica temporária seria redirecionar bilhões de dólares que seriam gastos no pagamento de suas dívidas.

Em abril, o Grupo das 20 principais economias concordou em suspender o pagamento do serviço da dívida dos países mais pobres do mundo até o final do ano. No entanto, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu que o alívio da dívida fosse oferecido a todos os países em desenvolvimento e de renda média.

A Iniciativa de Suspensão do Serviço da Dívida do G20 se mostrou desafiadora de implementar, com apenas 42 dos 73 países elegíveis manifestando interesse até o momento, economizando apenas 5,3 bilhões de dólares em pagamentos, em vez dos 12 bilhões inicialmente prometidos.

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