Internacional Operação conjunta de Brasil, EUA e Argentina apreende 5.300 armas

Operação conjunta de Brasil, EUA e Argentina apreende 5.300 armas

Autoridades dos três países fizeram uma megaoperação que resultou na apreensão de armas que eram enviadas por meio dos correios dos EUA

Operação conjunta de Brasil, EUA e Argentina apreende 5.300 armas

Armas foram apresentadas em coletiva na Flórida

Armas foram apresentadas em coletiva na Flórida

ICE via EFE / 28.6.2019

Autoridades de Brasil, Estados Unidos e Argentina apreenderam 5,3 mil armas de fogo, 167 explosivos e 15 silenciadores em uma operação realizada nos três países, informou nesta sexta-feira (28) a Agência de Imigração e Alfândega americana (ICE).

A operação envolveu a execução de 53 ordens de prisão e 25 prisões nos três países, conforme anunciaram em Miami o diretor-adjunto da ICE, Matthew Albence; o agente especial do escritório de Investigações de Segurança Nacional (HSI), vinculado à ICE, Anthony Salisbury; o delegado Eugênio Coutinho Ricas, da Polícia Federal brasileira; e Martin Myslicki, comandante da Gendarmaria argentina.

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A unidade do HSI em Miami começou as investigações sobre uma organização criminosa internacional que realizava operações de contrabando de grandes quantidades de armas, entre elas AR-15, e acessórios dos Estados Unidos para a Argentina e o Brasil.

"A organização explorou o Serviço Postal dos Estados Unidos ao exportar ilegalmente partes de armas e munição reguladas pelo Regulamento de Tráfico Internacional de Armas de Fogo, e sem as licenças correspondentes do Departamento de Estado americano", informou uma nota do ICE.

Desde o início da investigação, diversos escritórios de HSI, em conjunto com autoridades brasileiras e argentinas, emitiram várias ordens de detenção e confiscaram "significativas quantidades" de armas de fogo e partes delas, além de mais de US$ 100 mil em espécie. A maior parte do armamento, depois de passar pela Argentina, tinha como destino o Brasil.

Entre os detidos na operação estão John James Peterson, de 60 anos, e Brunella Zuppone, de 67, que moram em Miami e eram considerados fundamentais para a organização, de acordo as autoridades.

"Não é só deter o contrabando, é acabar com as organizações", disse Albence.