Internacional Opositor russo quer de volta roupas usadas quando foi envenenado

Opositor russo quer de volta roupas usadas quando foi envenenado

Alexei Navalny cobra de autoridades da Rússia peças que vestia em 20 de agosto; segundo ele, são as 'provas mais importantes' do suposto crime

Navalny se recupera em um hospital de Berlim

Navalny se recupera em um hospital de Berlim

Instagram/via Reuters

O líder da oposição russa, Alexei Navalny, voltou a usar suas redes sociais nesta segunda-feira (21) para pedir que as autoridades russas devolvam as roupas que ele usava no dia que foi internado, em 20 de agosto. Para o opositor, que está na Alemanha desde 23 de agosto, as peças são as "provas mais importantes" de que ele foi envenenado.

"Considerando que no meu corpo foram encontrados traços de novichock [...], as minhas roupas são provas importantes. Exijo que as minhas roupas sejam cuidadosamente embaladas em um saco plástico e sejam devolvidas para mim. E depois, vocês podem continuar a discutir nos programas de TV se eu tive um ataque de diabetes e que, muito provavelmente, foi tudo organizado pela equipe da FBK [Fundo Anticorrupção liderado por ele]", ironizou Navalny em seu blog.

Enquanto os alemães afirmam ter encontrado traços da substância química do grupo novichock no exame de sangue do opositor — em testes que foram confirmados por laboratórios independentes da Suécia e da França —, a Rússia continua dizendo que não houve envenenamento.

A pressão europeia vem aumentando e, segundo a agência local TASS, mais de 200 pessoas foram ouvidas em uma espécie de investigação preliminar. Oficialmente, Moscou afirma que não reconhece o envenenamento e que, por isso, não há necessidade de abertura de um inquérito formal.

Supremo dissolve sigla homônima

A Suprema Corte da Rússia dissolveu definitivamente a sigla homônima ao partido que Navalny, "Rússia do Futuro", e seus aliados estão tentando criar.

Após a mídia local anunciar que era a sigla opositora a ser desmantelada, a porta-voz do opositor esclareceu o caso e disse que a Justiça dissolveu o grupo formado por outras pessoas.

"Esse partido não era um partido, mas uma junção de ladrões que roubaram o nosso nome", escreveu Kira Yarmush em seu Twitter.

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