Orca que emocionou o mundo em 2018 aparece com novo filhote

Há dois anos, a orca Tahlequah carregou durante 17 dias o corpo do filhote morto; agora, ela ressurgiu com um bebê de aparência saudável

Whale Research Institute / Divulgação

Em 2018, a orca J35, também chamada de Tahlequah pelos pesquisadores do Whale Research Institute, dos EUA, emocionou o mundo após carregar seu filhote morto por 17 dias. No domingo (6), ela surgiu com um novo filhote nas águas do estreito de Juan de Fuca, na fronteira dos EUA com o Canadá.

Segundo o WRI, o bebê tem entre dois e três dias de idade, porque tem a barbatana dorsal já ereta. O recém-nascido ainda não recebeu um nome informal, mas já ganhou uma identidade, J57.

"O novo filhote de J35 parece saudável e precoce, nadando vigorosamente ao lado da mãe em seu segundo dia de vida. Sabemos que ele não nasceu hoje porque sua barbatana dorsal está de pé e sabemos que ela demora um ou dois dias para ficar assim, depois de tanto tempo dobrada quando ele estava no útero da mãe, então marcamos que seu nascimento foi no dia 4 de setembro", diz o post do WRI.

A expectativa é que o bebê se mantenha saudável e possa ajudar na sobrevivência da espécie, que está ameaçada de extinção. Na região onde J57 nasceu, há apenas 74 orcas vivas. A população mundial está em torno de 40 mil.

Cenas comoventes

Em agosto de 2018, Tahlequah chamou a atenção ao carregar por mais de duas semanas o corpo de seu filhote anterior, nas águas da mesma região, empurrando-o com a cabeça. O bebê morreu horas após o parto, de causas desconhecidas.

Pesquisas indicam que só cerca de um terço das orcas nascidas nessa comunidade nos últimos 20 anos sobreviveram. Segundo o centro, poucos filhotes nascidos nos últimos anos chegaram à idade adulta.

Apesar de serem conhecidas popularmente como "baleias assassinas", as orcas de fato pertencem à família dos golfinhos, sendo o maior exemplar da espécie. A gestação da espécie varia de 15 a 18 meses.