Internacional Pai diz que última conversa com filha morta em massacre foi em português

Pai diz que última conversa com filha morta em massacre foi em português

Robbie Parker contou que estava ensinando o idioma à menina

Pai diz que última conversa com filha morta em massacre foi em português

Emilie Parker, de seis anos, conversou em português com o pai antes de morrer no massacre em escola primária de Connecticut

Emilie Parker, de seis anos, conversou em português com o pai antes de morrer no massacre em escola primária de Connecticut

REUTERS/Emilie Parker Memorial Fund/

O pai de uma das meninas mortas no massacre de uma escola primária no Estado americano de Connecticut na última sexta-feira (14) contou que teve a última conversa com a filha em português.

"Ela me disse 'Bom dia' e perguntou como eu estava. Eu disse que eu estava bem", disse no sábado (15) Robbie Parker, de 30 anos, que perdeu sua filha Emilie, de seis anos, na tragédia.

Em lágrimas, Parker contou a jornalistas que estava ensinando o idioma à menina.

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Ele acrescentou que Emilie também lhe disse "Eu te amo" em português, e os dois se beijaram antes de saírem de casa rumo à escola na manhã da última sexta-feira.

Parker acrescentou que a filha era uma "artista excepcional" em fazer cartões e desenhos para pessoas que precisassem de conforto.

"Ela sempre tinha uma palavra doce para confortar todo mundo", disse.

Segundo Parker, sua filha, se estivesse viva, seria uma das primeiras pessoas a tentar ajudar os familiares das vítimas.

Ele agradeceu a todos que lhe ofereceram condolências e também lamentou o sofrimento dos parentes do atirador, identificado como Adam Lanza.

"Não posso imaginar o quão difícil deve estar sendo para vocês", afirmou Parker, referindo-se à família do autor dos disparos.

Parker disse ainda que Emilie era a "melhor amiga" de suas duas irmãs mais novas, e que ela estaria ensinando as meninas a ler.

"Elas sempre pediam ajuda de Emilie quando precisavam de conforto", contou. "Era tão bonito ver essa atitude... como elas recorriam à irmã para procurar apoio, além de beijos e abraços".

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