Internacional Países da África recebem R$ 80,5 milhões para combater ebola

Países da África recebem R$ 80,5 milhões para combater ebola

Novo surto da doença afeta Guiné e República Democrática do Congo desde a última semana e já causou a morte de seis pessoas 

República Democrática do Congo registrou duas mortes por ebola

República Democrática do Congo registrou duas mortes por ebola

Reprodução/Twitter OMS África

Diante da pandemia da covid-19, países da África Ocidental voltam a registrar casos de ebola na última semana. Guiné, com quatro mortes e sete casos confirmados até o momento, é o país que encabeça o novo surto do vírus na região. Na epidemia que atingiu o país de 2014 a 2016, pelo menos 11,3 mil pessoas morreram. A República Democrática do Congo também registrou novos casos, com quatro pessoas infectadas e duas vítimas fatais. 

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A UNCERF (Fundo Central de Resposta de Emergência, em tradução livre), divulgou, na terça-feira (16), que enviou uma ajuda de 15 milhões de dólares, cerca de R$ 80,5 milhões, para apoiar o combate ao surto de ebola nos dois países africanos. O anúncio foi feito por Mark Lowcock, Subsecretário-Geral das Nações Unidas para Assuntos Humanitários e Coordenador da UNCERF.

Em resposta, Matshido Moeti, Diretora Regional da OMS na África, agradeceu o rápido apoio financeiro e ressaltou que a necessidade agora é de manter a doença sob controle.

Na manhã desta quarta-feira (17), a OMS Regional da África anunciou a chegada de novos suprimentos de emergência a Conakri, capital de Guiné, para auxiliar no controle e na prevenção de infecções da doença na região. Além disso, o órgão ressaltou que novas equipes estão no local para apoiar a vigilância das comunidades que estão sob risco de contágio do ebola.

Na República Democrática do Congo, a campanha de vacinação teve início na segunda-feira (15), cerca de uma semana após o surgimento dos novos casos de ebola nos dois países. Profissionais da saúde da cidade de Butembo, onde o primeiro paciente do novo surto foi tratado, foram os primeiros a serem vacinados. O ressurgimento do vírus no país foi registrado no dia 7 de fevereiro.

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Na Guiné, a primeira vítima foi confirmada no final de janeiro. Durante o velório, dois irmãos da vítima contraíram a doença e, posteriormente, morreram também por conta do ebola. O Ministério da Saúde do país confirmou medidas como a implementação de protocolos de rastreamento e isolamento para conter a disseminação do vírus na região.

*Estagiário do R7 sob supervisão de Pablo Marques

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