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Internacional Países europeus têm recordes de mortes e contágios

Países europeus têm recordes de mortes e contágios

Espanha, Itália e Reino Unido registram maiores números de óbitos na segunda onda, enquanto Portugal tem maior marca de internações

  • Internacional | Da EFE

Confinamento na segunda onda esvaziou as ruas de Lisboa

Confinamento na segunda onda esvaziou as ruas de Lisboa

Antonio Pedro Santos / EFE - EPA - 24.11.2020

A segunda onda de contaminações e mortes por conta do novo coronavírus segue ampliando as cifras da pandemia na Europa. Diversos países do continente, especialmente Espanha, Itália, Portugal e Reino Unido, registraram novos recordes negativos da covid-19 nesta terça-feira (24).

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A doença segue pressionando os sistemas hospitalares dos países e os levando cada vez mais perto de um colapso por falta de leitos e pessoal qualificado, enquanto os governos buscam soluções para frear os contágios.

Recorde de mortes na Espanha

O Ministério da Saúde da Espanha notificou nesta terça 12.228 novos casos de coronavírus e mais 537 mortes, um recorde diário nacional de óbitos por covid-19 desde o começo da segunda onda de contágio.

Desde o início da epidemia, 1.594.844 pessoas foram diagnosticadas com coronavírus na Espanha e 43.668 delas morreram da doença, de acordo com dados oficiais. A taxa de incidência na Espanha, no entanto, tem caído na comparação com outros países europeus.

A Espanha, um dos países mais afetados pela pandemia, continua em estado de alarme, novamente declarado em 25 de outubro, com a maioria das regiões fechadas ao tráfego de pessoas, exceto por motivos justificados, como viagens de trabalho, toque de recolher noturno e fortes limitações nas relações sociais e nas atividades hoteleiras, comerciais, culturais e esportivas.

O governo espanhol apresentou nesta terça-feira um plano para começar a vacinação contra a covid-19 em janeiro, voluntária e gratuitamente, primeiro aos idosos e outros grupos de risco e trabalhadores de centros de saúde. 

Óbitos também crescem no Reino Unido

O governo do Reino Unido reportou nesta terça 608 novas mortes por covid-19 no país, o maior número diário registrado desde 12 de maio, mas a quantidade de contágios detectados nas últimas 24 horas caiu para 11.299, uma melhora em relação aos 15.450 de segunda-feira e os 18.662 de domingo.

No total, os números oficiais refletem 55.838 mortes por coronavírus desde o início da pandemia, estatística que inclui aqueles que morreram dentro de 28 dias após o primeiro teste positivo.

Este pico de mortes chega 19 dias após o governo ter determinado um confinamento em toda a Inglaterra, que deve terminar em 2 de dezembro. A partir dessa data, será estabelecido um sistema de restrições graduais, com medidas mais severas nas regiões mais afetadas pelo vírus.

Mortes disparam na Itália

A Itália registrou nesta terça-feira mais 853 mortes por covid-19, a maior quantidade desde 31 de março, quando foram notificados 837 falecimentos. O número é bem superior ao de ontem, cujo balanço apresentou 630 notificações de óbitos.

Desde o começo início da propagação do novo coronavírus, 51.306 pessoas já perderam a vida por causa da Covid-19.

Hoje, ainda foram contabilizados 23.232 novos casos de infecção pelo patógeno, em dia que foram realizados 188 mil testes de detecção. A taxa de positividade por exame feito foi de 12,3%, o que indica uma melhora na situação.

Apesar de queda em alguns indicadores, o responsável pelo Departamento de Prevenção do Ministério da Saúde, Gianni Rezza, admitiu que a situação é grave e que o número de mortos registrado hoje é uma "péssima notícia".

Atualmente, na Itália, de acordo com dados oficiais, 34.577 pessoas seguem internadas em hospitais, sendo que 3.816 ocupam leitos de terapia intensiva.

Internações não param em Portugal

Portugal chegou nesta terça-feira a 4.056 mortos por covid-19 desde o início da pandemia, em março deste ano, depois de registrar 85 óbitos nas últimas 24 horas, enquanto os números de internações também bateram recordes, com 3.275 pacientes no total e 506 deles em unidades de terapia intensiva (UTI).

De acordo com o boletim da Diretoria-Geral de Saúde (DGS), o número de mortes reportadas nas últimas 24 horas é o segundo maior de toda a pandemia, superado apenas pelos 91 falecimentos registrados no dia 16 de novembro.

Além disso, 3.919 novos casos de Covid-19 foram confirmados desde segunda-feira, elevando o saldo total de contágios para 268.721, dos quais pouco mais de 80 mil estão ativos.

A pressão sobre os hospitais continua a aumentar com os altos números de internações e a área de Portugal mais afetada pelo novo coronavírus ainda é a região Norte, que atualmente acumula 58% dos novos contágios, enquanto Lisboa e Vale do Tejo registraram 26% nas últimas 24 horas.

Portugal iniciou nesta terça-feira um novo período de estado de emergência, com nível de alerta máximo, para tentar conter esta segunda onda da doença, que está sendo mais forte do que a primeira.

Em grande parte do país estão vigentes medidas que restringem a circulação de pessoas, como o toque de recolher entre 23h e 5h durante a semana, e entre 13h e 5h aos finais de semana em municípios com uma incidência de mais de 480 casos por 100 mil habitantes em um período de 14 dias.

Além disso, o deslocamento de pessoas entre municípios será limitado para evitar que os cidadãos viagem nos dois feriados nacionais nos dias 1º e 8 de dezembro.

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