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Internacional Pandemia provoca um aumento de fraudes online na Europa

Pandemia provoca um aumento de fraudes online na Europa

Polícia europeia afirma que golpes contra população em trabalho remoto e lojas online cresceram durante o confinamento

AFP
Polícia europeia detectou aumento de crimes cibernéticos durante a pandemia

Polícia europeia detectou aumento de crimes cibernéticos durante a pandemia

Jerry Lampen / EFE - EPA - 8.6.2021

A pandemia da covid-19 causou um grande aumento de fraudes em compras online, especialmente entre vítimas em teletrabalho, segundo informou a agência policial europeia, a Europol, nesta quinta-feira (11).

"A crise excepcional da covid-19 alimentou o aumento do crime cibernético em todas as suas formas", disse a Europol em um comunicado, no qual publicou seu relatório anual sobre esta questão.

"Os confinamentos na Europa geraram uma série de novas oportunidades de negócios online, que muitas vezes foram reveladas como um alvo para os criminosos", observou a agência com sede em Haia.

"Os criminosos oferecem vários produtos e recebem os pagamentos correspondentes sem entregá-los, fraudando lojas online, cujas medidas de segurança são fracas, ou usam os serviços de entrega como iscas de 'phishing'”, acrescentou a agência.

Os criminosos têm os smartphones como principal alvo, fingindo serem serviços de entrega que oferecem informações sobre supostos pacotes. Na verdade, esperam obter detalhes da conta bancária, ou do cartão de crédito de suas vítimas.

Em especial, utilizam o método "smishing", ou seja, o envio de mensagens SMS para telefones móveis.

A "dark web", uma versão paralela da Internet, onde o anonimato do usuário é garantido, continua a ser o principal mercado para atividades ilícitas, apesar das investidas de agências reguladoras em todo mundo, incluindo o desmantelamento em janeiro da plataforma "DarkMarket", considerada o "maior" ponto de venda do mercado negro cibernético.

Criptomoedas, como bitcoin e Monero, continuam sendo o método de pagamento preferido para criminosos na "dark web", onde o comércio de armas aumentou, incluindo aquelas projetadas com impressoras 3D, de acordo com a Europol.

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