Internacional Para barrar sanções, Biden quer que Irã pare de enriquecer urânio

Para barrar sanções, Biden quer que Irã pare de enriquecer urânio

Presidente declarou que não tem planos de reinserir os EUA no tratado que suspendeu em 2015 as sanções contra o país islâmico

  • Internacional | EFE

Joe Biden, presidente dos EUA

Joe Biden, presidente dos EUA

Kevin Lamarque / Reuters - 28.1.2021

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que não suspenderá as sanções ao Irã a menos que o país deixe de enriquecer urânio. A declaração foi dada em entrevista que será exibida neste domingo (7) pela emissora CBS.  

Questionado se os EUA suspenderão as sanções primeiro para fazerem o Irã voltar à mesa de negociações, Biden respondeu com um contundente "não". Depois, a entrevistadora perguntou se os iranianos deveriam deixar de enriquecer urânio antes para que isso acontecesse, e o mandatário americano gesticulou afirmativamente.

Sob o acordo de 2015 com o Irã, os EUA e outros países suspenderam sanções ao país islâmico em troca da limitação do programa nuclear, mas o ex-presidente Donald Trump decidiu retirar os Estados Unidos do pacto em 2018 e reaplicou as punições.

No mês passado, o Irã começou a enriquecer urânio a uma pureza de 20%, embora o acordo só permita um nível máximo de 3,67%. Biden declarou que, no momento, não tem planos de reinserir os EUA no tratado.

Neste domingo, o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, disse que o Irã voltará ao acordo quando os EUA suspenderem as sanções, em uma reunião com comandantes e membros da Força Aérea.

Ao longo da entrevista, Biden também falou de outro dos grandes desafios da política externa americana: a China. O mandatário revelou que ainda não conversou com o presidente chinês, Xi Jinping, com a justificativa de que ainda não houve motivo para uma ligação, mas disse que provavelmente passará "mais tempo" com ele do que com qualquer outro líder mundial.

"Tive 24, 25 horas de reuniões privadas com ele quando era vice-presidente (de Barack Obama, entre 2009 e 2017), viajei 17 mil milhas (cerca de 27,3 mil quilômetros). Eu o conheço bem", destacou, ao descrever o político chinês como "brilhante" e "duro".

"Mas a questão é, e eu sempre disse a ele, não precisamos de ter um conflito, mas vai haver uma competição extrema. E não vou fazer da maneira que ele sabe fazer, e isso é porque ele também enviou sinais. Não vou fazer da maneira que (Donald) Trump fez, vamos nos concentrar nas normas internacionais", comentou Biden.

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