Internacional Para marcar seus 30 anos no país, Universal de Moçambique lança projeto em prol de vítimas do terrorismo

Para marcar seus 30 anos no país, Universal de Moçambique lança projeto em prol de vítimas do terrorismo

Igreja doará 30 casas, 30 poços, 30 banheiros comunitários e 30 toneladas de alimentos

Arrecadação de doações em Moçambique

Arrecadação de doações em Moçambique

Divulgação Unicon

A Igreja Universal do Reino de Deus de Moçambique completará 30 anos em 2022. Para marcar esse momento, realizará ao longo dos próximos 12 meses uma série de ações sociais para ajudar famílias moçambicanas que precisaram deixar Cabo Delgado.

Localizada no norte do país, a província vem sofrendo ataques de grupos armados desde 2017, em atos classificados como uma ameaça terrorista. O conflito já obrigou 670 mil pessoas a abandonarem suas casas, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).

Assim, neste sábado (11), com a doação de 30 toneladas de alimentos, terá início o projeto “Rumo aos 30 anos”. Esta ajuda humanitária será entregue em Maputo, capital do país, a mil famílias deslocadas -- pessoas que foram obrigadas a se deslocar de Cabo Delgado para outras regiões do país.

Nas próximas etapas do projeto, a Universal de Moçambique doará 30 casas para famílias deslocadas, além de 30 banheiros comunitários e 30 poços de água, para atender regiões onde a presença de deslocados seja maior. O Instituto Nacional de Gestão e Redução de Risco de Desastres (INGD) ajudará a identificar os locais para as construções.

O Pastor José Guerra, presidente da Universal em Moçambique, conta que haverá um grande esforço para conseguir atender às urgências das famílias que precisaram deixar tudo para trás. “Essa população não pode esperar. Eles precisam de uma mão amiga para suprir as suas necessidades diárias para a sua sobrevivência”, explica.

O projeto “Rumo aos 30 anos” também prevê a distribuição de cestas básicas e de kits de prevenção ao covid-19. Voluntários dos programas sociais da Universal moçambicana promoverão, ainda, mutirões para a limpeza de bairros carentes e campanhas de doação de sangue.

Resultados positivos para milhares

Em 28/11/1992, foi realizado o primeiro culto da Universal em Moçambique, com a presença de apenas três fiéis na sua antiga sede, no Cine-África, localizado na Av. 24 de Julho, na capital Maputo.

O primeiro missionário da Universal havia desembarcado no país apenas algumas semanas antes, no dia 4/10/1992 -- a mesma data de assinatura do Acordo Geral da Paz que pôs fim a 16 anos de guerra civil no país africano.

Em dezembro de 1993, a Universal de Moçambique começou a desenvolver os trabalhos sociais junto à população em situação de rua e as visitas a hospitais. Desde então, com ajuda dos voluntários que atuam nos programas sociais da Igreja, muitas ações têm sido realizadas, como a arrecadação de alimentos e roupas e campanhas de doação de sangue. 

A Universal de Moçambique também implantou centros de formação, onde são oferecidos cursos de Alfabetização, Informática, Inglês, Francês, Secretariado, Recursos Humanos, Contabilidade e Gestão, Música, Canto, Dança e Taekwondo.

“São 29 anos de resultados positivos que a Universal tem proporcionado na vida de milhares de pessoas, com o objetivo de ajudar aqueles que vivem à margem da sociedade com suas vidas e lares destruídos”, relata o Pastor José Guerra.

Riquezas naturais e fome

Moçambique está localizado no sudeste do continente africano. Seu território é banhado a leste e ao sul pelo Oceano Índico, e faz fronteira com Tanzânia, Malawi, Zâmbia,  Zimbábue, África do Sul e Suazilândia. O português é o idioma oficial do país.

O país abriga grandes reservas de petróleo, gás natural, carvão, ouro, bauxita e outros minérios. Já a atividade agropecuária é extremamente prejudicada por longos períodos de seca, além das frequentes enchentes. Com isso, a nação é dependente de ajuda alimentar externa para suprir as necessidades de todos os habitantes.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 38% dos moçambicanos são subnutridos. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Moçambique é o quinto menor do mundo, com média de apenas 0,284.

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