Coronavírus

Internacional Paraguai enfrenta segunda onda de casos de covid-19

Paraguai enfrenta segunda onda de casos de covid-19

País tem registrado média de 2 mil novos contágios por dia em meio a uma escassez de insumos e sem a chegada de vacinas

Paraguai registra até o momento 175.827 casos de covid-19 e 3.411 mortes em decorrência da doença

Paraguai registra até o momento 175.827 casos de covid-19 e 3.411 mortes em decorrência da doença

Nathalia Aguilar / EFE - 12.03.2021

As autoridades da saúde do Paraguai confirmaram nesta sexta-feira (12) a existência de uma segunda onda de casos de covid-19 no país, que registra média de 2 mil novos casos por dia em meio a uma escassez de insumos e sem a chegada de vacinas para a população, de 7 milhões de habitantes.

"Duplicamos os casos diários, desde janeiro deste ano é possível observar uma curva de grande aumento de casos, o que também ocorre em nível regional com os demais países. É uma segunda onda de grande aceleração de novos casos diários, um fenômeno regional", afirmou  diretor de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, Guillermo Sequera. Segundo ele, se a tendencia continuar, possivelmente será alcançado o recorde de 12 mil casos de covid-19 em uma semana, duplicando a marca anterior.

Sequeira disse ainda que apesar de os casos estarem focados em Assunção e no departamento Central, o mais populoso do país, é preciso estar alerta para o aumento em outras regiões. "A situação é grave em nível nacional."

O Paraguai registra 175.827 casos de covid-19 e 3.411 mortes em decorência da doença desde o início da pandemia, segundo os números oficiais.

O governo decretou nesta semana o alerta vermelho sanitário, situação agravada pela falta de medicamentos, de leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) e pelo atraso na vacinação.

Novas vacinas

O Ministro da Saúde, Julio Borba, anunciou em entrevista coletiva que o país recebe nesta sexta-feira mais 3.000 doses de vacinas para profissionais da saúde, que se somarão às 24 mil doses que já começaram a ser administradas, todas destinadas aos trabalhadores do setor.

"É pouco, mas vai ajudar o plano nacional de vacinação", afirmou Borba, que apenas detalhou que as vacinas vêm da "cooperação" e serão aplicadas em duas doses a 1.500 trabalhadores da saúde. O Ministério da Saúde trabalha para aumentar a força de trabalho nas UTIs, que estão tão sobrecarregadas como as unidades respiratórias, tanto no setor público como no privado.

O ministro pediu para que a população cumpra as restrições de circulação noturna em vigor e evite aglomerações e viagens desnecessárias, especialmente para o Brasil. Ainda não há planos para voltar às fases anteriores, de restrições mais duras, que serão avaliadas de acordo com a evolução da pandemia.

A crise sanitária provocou protestos no centro de Assunção para exigir a renúncia do presidente, Mario Abdo Benítez, do conservador Partido Colorado. Uma nova manifestação foi convocada para esta tarde, pedindo que os legisladores discutam o impeachment do presidente, cujo partido tem a maioria na Câmara dos Deputados, onde o processo precisaria ser originado. Os deputados do Partido Liberal, o maior da oposição, concordaram nesta semana em preparar o trâmite enquanto elaboram a acusação.

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