Novo Coronavírus

Internacional Paris e Marselha são apontadas como áreas de risco para covid-19

Paris e Marselha são apontadas como áreas de risco para covid-19

Autoridades locais ganharam autorização para limitar a circulação de pessoas, proibir certas concentrações de pessoas ou fechar estabelecimentos

Paris é apontada como área de risco para covid-19

Paris é apontada como área de risco para covid-19

Charles Platiau/Reuters - 13.8.2020

A cidade de Paris e o departamento de Bouches-du-Rhône, cuja capital é Marselha, são considerados a partir desta sexta-feira (14) como "zonas ativas" para a circulação do novo coronavírus, classificação que permite aos prefeitos locais tomar medidas adicionais para conter o avanço da epidemia.

O decreto publicado no Diário Oficial do Estado autoriza suas autoridades a limitar a circulação de pessoas e veículos, proibir certas concentrações de pessoas ou fechar provisoriamente restaurantes, museus ou mercados, entre outros pontos, quando julgar necessário.

O uso obrigatório de máscaras em certos espaços públicos abertos e movimentados entrou em vigor na capital da França na última segunda-feira e Marselha já tinha aplicado a mesma medida no sábado.

O diretor-geral de Saúde, Jérôme Salomon, justificou hoje que tanto Paris como o departamento de Bouches-du-Rhône são áreas de risco.

"Há muita gente, muito fluxo populacional, muito transporte, muitos jovens com uma vida social intensa", disse à emissora de rádio "France Inter", onde destacou que em termos gerais a situação é "preocupante" e piora "a cada semana", embora "não haja fatalidade".

A taxa de incidência do coronavírus em Paris foi de 65,7 casos por 100 mil habitantes na semana de 4 a 10 deste mês, enquanto em Bouches-du-Rhône foi de 53,7, acima do nível de alerta de 50.

A França também registrou nos últimos dias o maior número de infecções desde maio. A Direção-Geral da Saúde indicou ontem que foram registadas 2.699 infecções nas últimas 24 horas, além de 18 óbitos apenas em hospitais que elevam o número total de vítimas para 30.338 desde o início da epidemia.

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