Terror na Europa
Internacional Paris: homem sobrevive a atentado após se esconder debaixo de pia e trocar mensagens com a polícia

Paris: homem sobrevive a atentado após se esconder debaixo de pia e trocar mensagens com a polícia

Terroristas não tiveram a percepção que Lilian Lepere estava dentro do prédio

Paris: homem sobrevive a atentado após se esconder debaixo de pia e trocar mensagens com a polícia

Lepere mandou uma mensagem para a polícia com informações táticas sobre seu esconderijo

Lepere mandou uma mensagem para a polícia com informações táticas sobre seu esconderijo

Reprodução/The Independent

Lilian Lepere realizava seus trabalhos de impressão quando os irmãos Said e Cherif Kouachi invadiram o local na manhã da última sexta-feira (9). De lá, os terroristas levaram um refém como forma de escudo contra os esquadrões de policiais fortemente armados que estavam do lado de fora.

Segundo o jornal The Independent, Lepere, de 26 anos, permaneceu escondido durante o acontecimento, que terminou quando os homens armados explodiram o edifício, antes de serem mortos. Os irmãos Kouachi nunca souberam que ele estava ali.

Lepere mandou uma mensagem para a polícia com informações táticas sobre seu esconderijo: a pia na cantina no andar de cima. Ele permaneceu no local por sete horas.

De acordo com a reportagem, publicada neste sábado (10), uma fonte disse à agência de notícias AFP que Lepere estava "apavorado", mas ainda assim conseguiu se comunicar sem ser detectado pelos invasores.

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O sobrevivente também enviou mensagens pedindo ajuda ao seu pai.

— Estou escondido no primeiro andar. Eu acho que eles mataram todos. Diga a polícia para intervir.

Mais tarde, o prédio foi cercado por helicópteros, policiais e membros das forças especiais. Escolas, empresas e casas foram evacuadas e as ruas limpas para a polícia.

Para libertar Lepere, a polícia levou um carro blindado para dentro do prédio e o levou para um distrito policial. Lá, ele foi rapidamente colocado em contato com seu familiares.

Lepere não foi o único civil a ter a sorte de escapar dos irmãos Kouachi. Um vendedor ambulante que ele estava visitando a gráfica funciona quando os fugitivos entraram relata que chegou a apertar a mão de um dos terroristas, que afirmou não matar civis.