Parlamento Europeu reitera apoio a Guaidó na Venezuela

Entidade condenou 'tentativa de golpe' que ocorreu quando o líder da oposição foi impedido de presidir uma sessão da Assembleia Nacional

Juan Guaidó, em ato para escolha do presidente do Parlamento

Juan Guaidó, em ato para escolha do presidente do Parlamento

EFE/Miguel Gutiérrez

O Parlamento Europeu (PE) aprovou nesta quinta-feira (16) uma resolução que reitera o reconhecimento de Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela e condena a "tentativa de golpe" que ocorreu no último dia 5, quando Guaidó foi impedido de presidir uma sessão da Assembleia Nacional.

Em uma resolução apoiada por 471 deputados e rejeitada por 101, além de 103 abstenções, a Eurocâmara "reconhece e apoia Juan Guaidó como presidente legítimo da Assembleia Nacional e presidente legítimo da República Bolivariana da Venezuela".

Além disso, "condena veementemente a tentativa de golpe de Estado de Maduro e seus aliados", bem como seus esforços para impedir que a Assembleia Nacional "cumpra corretamente o mandato constitucional a ela estendido pelo povo venezuelano".

No comunicado, o Parlamento Europeu "lamenta essas graves violações que são incompatíveis com o processo legítimo de eleger o presidente da Assembleia Nacional e são mais um passo na crise na Venezuela que continua a piorar".

No último dia 5, dia em que a presidência da Assembleia Nacional seria renovada, já haviam ocorrido momentos de tensão quando a Guarda Nacional Bolivariana (GNB, polícia militarizada) impediu Juan Guaidó e parte dos deputados da oposição, enquanto que um grupo minoritário apoiava Parra como presidente, com o apoio do partido governista.

No mesmo dia, Guaidó foi eleito presidente da Assembleia por um grupo de 100 deputados que se reuniram em uma sessão paralela na sede do jornal "El Nacional", sem acesso ao Palácio Legislativo.

Em sua resolução, a Eurocâmara rejeitou "as violações do funcionamento democrático, constitucional e transparente da Assembleia Nacional" e também denuncia os "atos contínuos de intimidação, suborno, extorsão, violência, tortura e desaparecimentos forçados".