Parlamento: Reino Unido precisa de mais eficácia contra covid-19

O governo foi criticado por descartar um programa de detecção da covid-19 em março e por não agir com rapidez suficiente para fortalecê-lo

Johnson vem sendo criticado por sua resposta à pandemia

Johnson vem sendo criticado por sua resposta à pandemia

Jessica Taylor / Divulgação via EFE - EPA - 13.05.2020

O Reino Unido precisa acelerar os exames e o rastreamento para ajudar a enfrentar a crise do coronavírus, disseram parlamentares nesta terça-feira (19), criticando o governo por descartar um programa de detecção da covid-19 em março e por não agir com rapidez suficiente para fortalecê-lo.

Em uma carta ao primeiro-ministro, Boris Johnson, Greg Clark, presidente do comitê de Ciência e Tecnologia do Parlamento, listou algumas das conclusões do colegiado, insinuando que falta transparência sobre os conselhos científicos e as decisões sobre os exames.

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Johnson, que diz que o governo está seguindo conselhos científicos em sua reação ao surto, vem sendo criticado por demorar para pedir exames, por não fornecer equipamentos de proteção e por sacrificar casas de repouso.

Seu porta-voz disse que os ministros reconheceram a necessidade de aumentar a abrangência dos exames e "é isso que temos feito. Agora estamos em condição de realizar bem mais de 100 mil exames por dia".

Mas o comitê disse na carta que o governo precisa aprender as lições da lentidão para fazer os exames.

"Um dos problemas mais significativos no enfrentamento da pandemia até agora no Reino Unido tem sido a falta de capacidade de examinar pessoas para determinar se elas têm a covid-19", escreveu Clark na carta.

"Números muito pequenos de pessoas estavam sendo examinados com março já bem avançado, e o número de exames na verdade caiu para 1.215 em um momento crítico em 10 de março."

Ele também disse que a decisão de concentrar os exames em um número limitado de laboratórios e os expandir gradualmente, ao invés de reforçar a capacidade usando outros laboratórios, foi "uma das mais consequentes tomadas durante a crise".