Passa de 200 número de mortos em terremoto na China

Tremor de 7 graus abalou no sábado (20) a região de Sichuan

O terremoto de 7 graus registrado no sábado (20) na Província chinesa de Sichuan já deixou mais de 200 mortos e cerca de 6.700 feridos, segundo informa neste domingo (21) veículos de comunicação chineses.

Os últimos dados oficiais divulgados pela Administração de Terremotos da China davam conta de 181 mortes. No entanto, segundo o diário Daily News, o número de mortos já chegou a 208. O jornal informa ainda que existem 21 pessoas desaparecidas.

A maioria dos mortos é da área municipal de Yaan, onde foi registrado o tremor, concretamente na região de Lushan. Há cinco anos, nesta mesma região, um terremoto em Wenchuan causou a morte de 90 mil pessoas.

Na região de Baoxing, que ficou isolada pelo terremoto, foram confirmadas 26 mortes e em torno de 2.500 feridos, disse o dirigente local Ma Jun à agência oficial Xinhua.

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Segundo Ma, praticamente a totalidade das casas nessa área, de uma população de 58 mil pessoas, ficou danificada no terremoto, incluindo muitas que foram construídas após o terremoto de 2008.

A região está sem água, eletricidade e gás e a maioria de seus moradores passou a noite ao relento, com medo de retornar a seus lares para recolher seus pertences, diante das constantes réplicas sísmicas.

A falha de Longmen, uma pequena parte da grande zona de atrito entre as placas tectônicas indiana e asiática, registrou 12 terremotos de mais de cinco graus desde 1900, o pior deles o ocorrido em 2008 em Wenchuan.

As autoridades realizam uma ampla operação de atendimento às vítimas, com o envio de mais de 7.500 soldados do Exército de Libertação Popular e milhares de equipes de saúde, bombeiros e membros da polícia armada, que conseguiram tirar por enquanto meia centena de pessoas vivas dos escombros.

O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, viajou para a região para supervisionar os trabalhos de resgate, e o presidente Xi Jinping pediu às autoridades que não poupem esforços e deem prioridade ao resgate de vítimas.

O oeste da China é uma zona de frequente atividade sísmica, e nas últimas semanas vários tremores de menor intensidade (ao redor de 5 graus na escala Richter), na também ocidental Província chinesa de Yunnan, causaram dezenas de feridos.

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