Rússia x Ucrânia

Internacional Pentágono adverte que será difícil desalojar Rússia do Donbass

Pentágono adverte que será difícil desalojar Rússia do Donbass

Tropas russas estão consolidadas no leste e no sul da Ucrânia, o que pode fazer a guerra se prolongar por muito tempo

AFP

Resumindo a Notícia

  • Exército russo está conseguindo se consolidar em regiões ao leste de Kiev
  • Apesar das vitórias, Defesa dos EUA acredita que moral das tropas russas está baixo
  • Funcionário do Pentágono elogiou capacidade de defesa ucraniana
  • Americanos acreditam que a capacidade militar não é tudo para vencer a guerra
Exército russo invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro

Exército russo invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro

Russian Defence Ministry/AFP - 7.3.2022

O Pentágono advertiu nesta quinta-feira (19) que, apesar do sucesso das forças ucranianas em Kharkiv, o Exército russo está consolidando sua posição no Donbass e no sul do país, razão pela qual o conflito pode durar muito tempo.

As forças russas continuam enfrentando problemas de coesão, de moral baixo entre os soldados e de logística, disse à imprensa um alto funcionário americano da Defesa, sem confirmar os expurgos no comando militar russo mencionados por Londres.

Mas, acrescentou, "vamos ser muito prudentes em nossas previsões".

"Estamos absolutamente determinados a fazer tudo para ajudar os ucranianos a se defenderem, inclusive sua formação no uso das capacidades que estamos proporcionando", continuou o alto funcionário, que pediu para ter a identidade preservada.

"Os ucranianos atuam muito bem no campo de batalha, não têm problemas de coesão nem de comando, sua logística e suas provisões são realmente históricas", acrescentou. "Mas os russos continuam dispondo de uma parte importante das capacidades que tinham acumulado desde o outono" nas fronteiras da Ucrânia.

"A capacidade de combate não é suficiente para vencer uma guerra: é preciso ter a vontade de lutar, ter um bom comando", ressaltou. Mas, apesar de tudo, "continuamos pensando que este conflito vai durar".

O Exército russo, que agora concentra seus esforços no sul da Ucrânia para construir uma ponte que ligue o território russo à península da Crimeia, anexada em 2014, assumiu o controle do porto de Mariupol, após a rendição dos soldados ucranianos que defendiam a siderúrgica de Azovstal.

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