Pequim impõe quarentena não domiciliar obrigatória para turistas

Todos os viajantes que chegam à capital da China sem sintomas do coronavírus devem passar 15 dias em hotéis designados pelas autoridades

Turistas precisam ficar de quarentena em Pequim

Turistas precisam ficar de quarentena em Pequim

Carlos Garcia Rawlins/Reuters - 16.3.2020

A cidade de Pequim, na China, começou nesta segunda-feira (16) aplicar a quarentena obrigatória não domiciliar a todas as pessoas que chegam do exterior, residentes ou não na cidade, o que criou uma grande confusão e longas horas de espera no aeroporto, afirmaram vários viajantes à Agência Efe.

O governo municipal publicou hoje as exceções a esta medida, anunciadas ontem, segundo as quais todos os viajantes que chegam à capital chinesa e não apresentam sintomas de infecção pela Covid-19, o coronavírus, devem passar por quarentena obrigatória de 15 dias em hotéis designados pelas autoridades.

Mesmo os moradores de Pequim não poderão ficar em quarentena em casa, a menos que tenham mais de 70 anos de idade, menores de idade, gestantes e pessoas que possam provar que vivem sozinhas, além de pacientes cujo estado não lhes permita ficar isolados.

Nesses casos, os viajantes deverão solicitar, antes de retornar a Pequim, que sua residência seja colocada em quarentena, com as autoridades verificando se a casa do requerente "atende às condições", de acordo com a declaração do governo municipal.

Quarentena paga

Vários viajantes confirmaram hoje à Efe que, depois de esperar algumas horas dentro do avião e, após concluir as formalidades do aeroporto, foram levados para um centro de convenções no distrito de Shunyi, na capital, a partir do qual é determinado onde cada pessoa tem que fazer a quarentena.

Se a quarentena for feita em um hotel, os turistas e residentes de Pequim - muitos dos quais devem retornar à cidade para retomar seus empregos -, terão que pagar os custos de acomodação, de acordo com as instruções municipais.

Até agora, a quarentena obrigatória só era aplicada em Pequim a pessoas que entraram na capital de países classificados como de risco, incluindo Irã, Itália, Coreia do Sul e Espanha.

"As pessoas que transmitem o vírus ocultando informações devem ser responsabilizadas perante a lei", alertou Chen Bei, do representante do governo local de Pequim.

A infecção "importada" do exterior é uma das maiores preocupações das autoridades chinesas, uma vez que os casos locais já quase não crescem.