Coronavírus

Internacional Peru descarta existência de mercado ilegal de vacinas

Peru descarta existência de mercado ilegal de vacinas

Investigação começou após vídeos circularem nas redes sociais mostrando seringas que seriam usadas em idosos vazias

AFP
Peru descarta existência de mercado ilegal de vacinas contra covid

Peru descarta existência de mercado ilegal de vacinas contra covid

Pixabay

O governo do Peru descartou nesta sexta-feira (14) a existência de um mercado ilegal de vacinas contra a covid-19 no país e descreveu os casos de idosos cuja imunização foi simulada com seringas vazias como acontecimentos "isolados".

"Não há sinal de mercado negro, as vacinas estão sob proteção policial", disse o vice-ministro de Saúde Pública, Gustavo Rosell, ao anunciar as conclusões de uma rápida investigação de seu ministério.

Durante uma coletiva de imprensa, ele ressaltou: "É muito, muito difícil as nossas vacinas chegarem ao mercado negro, não temos nenhuma perda até ao momento".

"Não há vínculo entre as pessoas envolvidas nas três denúncias [investigadas], são casos isolados", afirmou Rosell.

A investigação começou em 11 de maio, após a divulgação de vídeos nas redes sociais que mostravam que seringas que seriam usadas para aplicar o imunizante a idosos estavam vazias.

Os três enfermeiros investigadas alegaram às autoridades que o ocorrido se deve a "erro humano, por distração", segundo o relatório. Os casos aconteceram nos dias 1º e 30 de abril e 9 de maio, em diferentes postos de vacinação da capital.

"Esta foi uma clara violação do protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde com um rigor que vimos em todos os lugares", disse o presidente interino do Peru, Francisco Sagasti, ao comentar o caso na terça-feira.

As denúncias desencadearam versões sobre um possível mercado clandestino de vacinas com a participação de profissionais de saúde.

Segundo dados oficiais, o Peru já vacinou 2,2 milhões de pessoas com a primeira dose e 732 mil já receberam as duas necessárias, o que corresponde a 2,3% da população.

A campanha, que usa as vacinas dos laboratórios Sinopharm, Pfizer e AstraZeneca, começou em 9 de fevereiro com profissionais da linha de frente e, em 8 de março, teve início a vacinação dos idosos.

Mas o processo avança lentamente devido à escassez de doses e centros de vacinação. Atualmente os maiores de 70 anos estão sendo imunizados.

O Peru tem 33 milhões de habitantes e acumula mais de 65 mil mortes e 1,8 milhão de infecções por covid-19 nos 14 meses da pandemia.

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