Peru: recorde diário de contágio por coronavírus 1 mês após reabertura

O Peru é o sétimo país com mais infecções em todo o mundo e o terceiro na América Latina, com 422.183 casos

Hospital de campanha montado na Vila Panamericana de Lima, no Peru

Hospital de campanha montado na Vila Panamericana de Lima, no Peru

Sergi Rugrand / EFE - 20.5.2020

A propagação do novo coronavírus ganhou forças um mês depois que o Peru suspendeu oficialmente a quarentena, com 7.448 novos casos registrados no país vizinho nas últimas 24 horas, a uma taxa de um novo contágio a cada quatro testes realizados.

O Peru é o sétimo país com mais infecções em todo o mundo, terceiro na América Latina, com 422.183. Até agora, segundo o Ministério de Saúde Pública, foram confirmadas 19.408 mortes.

A última semana foi especialmente crítica, pois a propagação do vírus SARS-CoV-2 se acelerou novamente, um mês depois que o governo suspendeu a quarentena em 18 das 25 regiões do país e duas semanas depois que o transporte regular de passageiros entre províncias foi retomado.

No início de julho, as infecções diárias estavam diminuindo muito lentamente, com números caindo abaixo de 3 mil casos por dia, mas agora são cerca de 7 mil por dia, como aconteceu desde a última quinta.
 

A taxa diária positiva também foi influenciada. Depois de ter caído para 14% em junho, subiu para 20% durante o mês passado e agora já bate 25%.

O impulso que a pandemia está ganhando em território peruano também se refletiu em um aumento dos casos ativos em nível nacional. Durante os primeiros dias de julho, novos contágios não excederam o número de pacientes recuperados, o que levou a uma queda nos casos ativos para 97 mil. Contudo, a nova ascensão elevou esse número para quase 112 mil pessoas atualmente.

Apesar dessa tendência, a ministra da Saúde, Pilar Mazzetti, descartou que o país esteja em uma segunda onda, já que o avanço da propagação do SARS-CoV-2 nunca foi controlado até os níveis mínimos que ocorreram em alguns países europeus.

A ministra reconheceu que há um aumento dos casos, o que levou o governo a estender o estado de emergência em nível nacional na última sexta-feira (31).