Internacional Petição tenta impedir vinda de homem que ensina táticas violentas para "pegar mulher" ao Brasil

Petição tenta impedir vinda de homem que ensina táticas violentas para "pegar mulher" ao Brasil

Mais de 160 mil pessoas já assinaram o documento online

  • Internacional | Do R7

Blanc exalta “a cultura do estupro, crimes de agressão emocional e física”

Blanc exalta “a cultura do estupro, crimes de agressão emocional e física”

Reprodução/secure.avaaz.org

Mais de 150 mil pessoas já assinaram uma petição pública para impedir que o norte-americano Julien Blanc venha ao Brasil em 2015. Ele é conhecido por dar palestras nas quais ensina táticas violentas, que incluem abusos físicos e emocionais, para “pegar mulheres”.

Em seus discursos, Blanc exalta “a cultura do estupro, crimes de agressão emocional e física contra mulheres, o racismo e o profundo desrespeito pelas mulheres”, diz o texto da petição, lançada no site Avaaz.org.

No Facebook, várias páginas e eventos foram criados para tentar impedir a vinda de Blanc ao País. Em uma delas, chamada Diga Não ao Guru do Estupro, quase 7.000 pessoas confirmaram presença.

Um vídeo de uma das palestras mostra o norte-americano dizendo que “em Tóquio, se você é um homem branco, pode fazer o que quiser”.

— E foi aí que eu percebi, cara, agarra ela!

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Nas imagens, Blanc gesticula e “ensina” aos homens da plateia que eles devem “sufocar” e pegar a cabeça das mulheres e forçá-la em direção ao órgão genital masculino.

— É incrível, eu fui até em grupo, agarrando uma por uma.

A petição, que consegue mais assinaturas a cada minuto, será endereçada ao Ministério das Relações Exteriores e à Polícia Federal de São Paulo.

De acordo com a agenda oficial de Blanc, ele pretende estar em Florianópolis, Santa Catarina, entre 22 e 24 de janeiro de 2015 e no Rio de Janeiro entre 29 e 31.

Na semana passada, o norte-americano foi deportado da Austrália, depois que a ativista Jennifer Li criou uma petição, que teve mais de 41 mil assinaturas, pedindo sua expulsão do país.

Além disso, petições semelhantes estão sendo feitas no Reino Unido, Japão e Canadá. Juntas, as petições já têm mais de 85 mil assinaturas.

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