Internacional Polícia confirma uma morte em tiroteio em universidade alemã

Polícia confirma uma morte em tiroteio em universidade alemã

Das quatro pessoas atingidas pelos disparos, uma delas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital

AFP
Tiroteio desta segunda-feira (24) na Universidade de Heidelberg gerou uma grande operação policial

Tiroteio desta segunda-feira (24) na Universidade de Heidelberg gerou uma grande operação policial

Daniel ROLAND / AFP - 24.01.2022

Uma jovem morreu no tiroteio, nesta segunda-feira (24), em um anfiteatro da Universidade de Heidelberg, no sudoeste da Alemanha, segundo informações recebidas pela AFP por fontes de segurança alemãs.

A polícia disse inicialmente que quatro pessoas haviam sido feridas por um atirador que depois cometeu suicídio, mas uma das vítimas morreu devido aos ferimentos no hospital, segundo as mesmas fontes.

"Um agressor atirou com uma grande arma durante um curso em um anfiteatro da universidade em Neuenheimer Feld, ferindo quatro pessoas, algumas delas gravemente", informou a polícia de Mannheim em um comunicado.

Depois o agressor "se suicidou", disse Stefan Wilhelm, porta-voz da polícia da cidade.

Os investigadores acreditam que havia apenas um agressor e que, portanto, "não há mais uma situação de perigo".

A polícia informou que "não tinha conhecimento de nenhuma carta de demanda" e pediu à população que evitasse especulações.

As autoridades programaram uma entrevista coletiva nesta segunda-feira (24) à noite para informar mais detalhes sobre o incidente.

Universidade muito renomada

A Universidade de Heidelberg enviou um email aos seus alunos em que pede que não compareçam ao campus do bairro de Neuenheimer Feld, informou a emissora pública Südwestrundfunk (SWR).

O tiroteio gerou uma grande operação policial. As autoridades solicitaram à população que saísse da área para permitir o trabalho dos socorristas e dos serviços de emergência.

Esse campus, localizado na margem norte do rio Neckar, abriga faculdades de ciências naturais, departamentos de um hospital universitário e um jardim botânico.

A universidade, fundada em 1386, é a mais antiga da Alemanha. Estatal, ela oferece uma ampla variedade de estudos.

Depois de vários semestres de ensino remoto devido à pandemia, as aulas foram retomadas em outubro, disse à AFP um pesquisador que trabalha na universidade.

O acadêmico afirmou que havia controles na entrada da instituição, que exigiam inclusive o passaporte sanitário.

A lei sobre porte de armas de fogo tornou-se mais severa na Alemanha após dois ataques a escolas, um na cidade de Erfurt, no leste do país, em abril de 2002, e o outro na cidade de Winnenden (sudoeste), em março de 2009.

As armas usadas em ambos os casos haviam sido declaradas anteriormente.

O país conta agora com uma das legislações mais rígidas da Europa, que exige que os menores de 25 anos realizem um exame psiquiátrico antes de solicitar permissão para a posse de armas.

Em 2016, nove pessoas foram assassinadas por David Ali Sonboly, que abriu fogo em um centro comercial de Munique. Outras 35 pessoas ficaram feridas nesse ataque.

O atentado de Munique gerou um intenso debate no país sobre a conveniência de voltar a endurecer a legislação sobre armas.

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