Internacional Polícia prende suspeito de matar e desmembrar empresário em NY

Polícia prende suspeito de matar e desmembrar empresário em NY

Assistente pessoal de Fahim Saleh foi detido nesta sexta-feita (17), como principal suspeito de ter cometido o crime, no início da semana

  • Internacional | Do R7

O empresário foi morto em seu apartamento neste prédio de luxo em Nova York

O empresário foi morto em seu apartamento neste prédio de luxo em Nova York

Shannon Stapleton / Reuters - 15.7.2020

A polícia de Nova York (EUA) prendeu, na manhã desta sexta-feira (17), um suspeito de ter matado e desmembrado o empresário Fahim Saleh, 33, no início desta semana. Tyrese Devon Haspil, 21, ex-assistente pessoal de Saleh, foi indiciado por homicídio qualificado e outros crimes.

Segundo o New York Times, Haspil teria roubado dinheiro de seu patrão. Saleh descobriu o desvio de dezenas de milhares de dólares, mas não denunciou o assistente à polícia nem o demitiu. Ele teria inclusive feito um cronograma para que o funcionário devolvesse o dinheiro descontado de seus pagamentos.

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A investigação

Os investigadores concluíram que o suspeito matou o empresário na segunda-feira, quando ambos foram vistos entrando no elevador do prédio de alto padrão em que Saleh vivia, no Lower East Side de Nova York.

Ele chegou a usar o cartão de crédito do patrão para ir a um hipermercado comprar produtos de limpeza para alterar a cena do crime, além de uma serra elétrica para desmembrar o corpo.

A ideia de Haspil era limpar o apartamento e retirar o cadáver. Ele ainda estava no imóvel quando a irmã de Saleh chegou, na última terça-feira. O suspeito fugiu pelas escadas do prédio enquanto ela subia pelo elevador. Ao encontrar o corpo, ela avisou a polícia.

Quem era o empresário

Saleh nasceu na Arábia Saudita, mas seus pais eram de Bangladesh. Ele viveu desde a infância nos EUA, aprendeu programação e criou aplicativos de transporte que geraram milhões de dólares, como o Pathao, popular em Bangladesh e no Nepal, e o Gokada, principal app de mototáxis da Nigéria.

Ele havia comprado o apartamento no ano passado por US$ 2,25 milhões (cerca de R$ 12 milhões).

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