Polícia turca recupera controle da Praça Taksim, no centro de Istambul

"O parque Gezi é um parque, não uma zona de ocupação", disse o premiê turco sobre o local que virou o epicentro dos protestos

"Nós lutaremos, queremos liberdade. Somos combatentes da liberdade", declarou à AFP Burak Arat, de 24 anos, que passou a noite no parque Gezi
"Nós lutaremos, queremos liberdade. Somos combatentes da liberdade", declarou à AFP Burak Arat, de 24 anos, que passou a noite no parque Gezi REUTERS/Osman Orsal

A polícia turca recuperou na manhã desta terça-feira (11) o controle da Praça Taksim de Istambul, ocupada por manifestantes que há 12 dias exigem a renúncia do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan, na véspera de uma reunião com representantes dos protestos.

Mas os confrontos prosseguiam na praça, onde a polícia usava bombas de gás lacrimogêneo e jatos d'água contra os manifestantes.

No início da manhã, oficiais das forças de segurança tomaram o controle da praça emblemática do centro da megalópole turca e dispersaram os ativistas que passaram a noite no local.

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Em seguida, dezenas de jovens com máscaras de gás reapareceram atrás das barricadas criadas nas ruas próximas e atiraram pedras e coquetéis molotov contra os policiais.

"Nós lutaremos, queremos liberdade. Somos combatentes da liberdade", declarou à AFP Burak Arat, de 24 anos, que passou a noite no parque Gezi, um pequeno jardim público.

O anúncio da destruição do parque provocou, em 31 de maio, o início da revolta contra o governo que agita toda a Turquia.

O governador de Istambul, Hüseyin Avni Mutlu, justificou a intervenção da polícia.

"O espetáculo (dos manifestantes) contrariou a população (...) e manchou a imagem do país no mundo", disse Mutlu.

O primeiro-ministro Erdogan disse que as manifestações na Turquia deixaram quatro mortos, três manifestantes e um policial, e destacou que o parque Gezi não era uma "zona de ocupação".

"Três jovens e um policial morreram nos acontecimentos", disse Erdogan em Ancara aos deputados do AKP (Partido da Justiça e Desenvolvimento).

A TBB (Associação Turca dos Médicos) mantém o balanço anterior de três mortos.

"O parque Gezi é um parque, não uma zona de ocupação", disse Erdogan sobre o local que virou o epicentro dos protestos.

"Peço a todos aqueles que são sinceros que saiam", completou, poucas horas depois da ação policial que retomou o controle da praça Taksim, ao lado do parque Gezi.

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