Por coronavírus, Trump cancela reunião do G7 marcada para junho

Uma videoconferência entre representantes dos países membros será realizada entre abril e maio, em uma data que ainda não foi definida

Trump iria receber representantes do G7 em junho

Trump iria receber representantes do G7 em junho

Doug Mills / Pool via Reuters - 11.3.2020

Em meio ao avanço da pandemia do coronavírus no mundo, o presidente do Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira, o cancelamento da reunião do G7. A cúpula deve ser substituída por uma vídeo conferência com representantes dos países membro entre abril e maio. 

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O G7 reúne sete das principais economias do mundo (além dos EUA, inclui Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão e Reino Unido) e aconteceria entre os dias 10 e 12 de junho em Camp David, residência de campo oficial do presidente norte-americano.  

Segundo comunicado do vice-secretário de imprensa da Casa Branca, Judd Deere, a intenção é que cada país concentre todos os recursos na resposta econômica à pandemia. 

"A Casa Branca também informou aos outros membros do G7 que, para continuar em estreita coordenação, o presidente convocará os líderes por teleconferência por vídeo em abril e maio, como fez esta semana", afirmou em nota.

Trump se reuniu com os líderes do G7 por videoconferência na segunda-feira para coordenar medidas para evitar a disseminação do coronavírus, informou o funcionário. 

Durante a videoconferência de segunda-feira, os líderes do G7 concordaram em coordenar sua resposta à pandemia.

"Ao agirmos juntos, trabalharemos para resolver os riscos econômicos e à saúde causados pela pandemia da covid-19 e preparar o terreno para uma forte recuperação do forte crescimento e prosperidade econômica sustentável", escreveu o grupo em comunicado conjunto divulgado após a videoconferência.

Trump e outros líderes concordaram em fazer "o que for necessário" para combater o coronavírus do ponto de vista da saúde, bem como de seus efeitos econômicos, disse à CNN Larry Kudlow, assessor econômico do governo norte-americano.

"O grau de cooperação, coordenação, foi fantástico", disse Kudlow. "O tema, novamente, é o que for preciso."