Coronavírus

Internacional Por pandemia, Mercosul muda cúpula dos 30 anos para virtual

Por pandemia, Mercosul muda cúpula dos 30 anos para virtual

A reunião, que aconteceria no dia 26 de março, foi transformada em um encontro dos líderes regionais por videoconferência

  • Internacional | Da AFP

Panorama da pandemia na região fez Fernández mudar os planos da cúpula

Panorama da pandemia na região fez Fernández mudar os planos da cúpula

Mariana Greif/Reuters - 14.11.2019

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, que ocupa a presidência pró-tempore do Mercosul, resolveu suspender a cúpula presencial de líderes dos 30 anos do bloco marcada para 26 de março e transformá-la em uma reunião virtual, devido à “situação sanitária” da região em meio à pandemia do novo coronavírus.

Leia também: Pandemia reaproxima líderes e pode fortalecer o Mercosul

“Dada a situação sanitária que atinge os países da região, o presidente Alberto Fernández encarregou o chanceler Felipe Solá de informar seus pares do Mercosul que a reunião para comemorar os 30 anos do bloco, marcada para 26 de março em Buenos Aires, acontecerá virtualmente”, diz a nota do Ministério das Relações Exteriores argentino divulgada neste sábado (13).

A Argentina "adota esta decisão para proteger a saúde dos participantes, enquanto trabalha para que o encontro dos presidentes e chancelers possa se concretizar nas condições corretas", conclui o comunciado oficial.

Reunião dos 30 anos

Os presidentes da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai planejavam se reunir em Buenos Aires para comemorar os 30 anos da assinatura do Tratado de Assunção, que gerou o Mercosul em 1991.

O grupo trabalha em iniciativas de flexibilização impulsionadas pelo Brasil, Paraguai e Uruguai, que permitam aos parceiros negociar acordos comerciais bilaterais com países ou grupos de países sem o consentimento dos demais sócios, conforme estabelecido pela atual norma.

A situação do acordo alcançado com a União Europeia, estagnado hoje por questões ambientais vinculadas ao desmatamento da Amazônia, também estará na agenda dos presidentes.

Um ano depois que a OMS declarou a covid-19 uma pandemia, o vírus já matou mais de 2,6 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo a contagem da AFP. Os países mais afetados são Estados Unidos e Brasil, que nos últimos dias superou seu recorde de mortes diárias com mais de 2.000 óbitos de um total de 275.000.

Na sexta-feira, o governo argrntino anunciou que vai desencorajar as viagens para o Brasil e outros países onde circulam as novas variantes do coronavírus e vai endurecer os controles para quem chegar desses destinos.

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