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Internacional Presidente da Argentina deseja pronta recuperação a Bolsonaro

Presidente da Argentina deseja pronta recuperação a Bolsonaro

Alberto Fernandez falou sobre a contaminação do presidente brasileiro durante reunião anual da Associação Cristã de Líderes Empresariais

  • Internacional | Da EFE

Alberto Fernandez desejou uma rápida recuperação ao presidente Bolsonaro

Alberto Fernandez desejou uma rápida recuperação ao presidente Bolsonaro

EFE/EPA/FILIP SINGER

O chefe de governo da Argentina, Alberto Fernández, enviou uma mensagem de solidariedade ao presidente Jair Bolsonaro, desejando-lhe uma rápida recuperação após ter sido diagnosticado com covid-19.

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"Acabo de enviar uma nota desejando ao presidente do Brasil uma rápida recuperação de sua infecção pelo coronavírus em um mundo onde a pandemia não está diminuindo", declarou Fernández durante a reunião anual da Associação Cristã de Líderes Empresariais.

Bolsonaro, de 65 anos, informou nesta terça que deu positivo para o vírus SARS-CoV-2 e começou o tratamento com cloroquina. O Brasil tem cerca de 1,6 milhão de casos, com quase 70 mil mortes, enquanto na Argentina, onde medidas rigorosas de isolamento social foram adotadas, o número de contágios chegou a 80.447, e o de óbitos, a 1.602.

"Coube a nós viver um tempo único, e às vezes perdemos de vista a seriedade do tempo em que tivemos de viver", disse Fernández durante o discurso a empresários, feito por videoconferência.

O presidente argentino considera ser difícil projetar o futuro, mas acredita que o mundo mudará e os países tentarão fugir da interdependência.

"Percebo em todos os líderes mundiais que a primeira reação é fechar em suas economias e promover o consumo interno e parar de depender do vizinho", comentou o chefe de governo da Argentina, país cujo maior parceiro comercial é o Brasil.

Segundo Fernández, essa tendência começou antes do surgimento da covid-19, com fenômenos como o Brexit e decisões comerciais dos Estados Unidos, e ele se perguntou se isso não culminaria com um retorno à lógica do livre comércio que a globalização propôs. "É um dilema que ainda está sem resposta", finalizou.

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