Brexit: Reino Unido fora da União Europeia
Internacional Presidente da França diz que não há tempo a perder em organizar saída do Reino Unido da UE

Presidente da França diz que não há tempo a perder em organizar saída do Reino Unido da UE

François Hollande deu entrevista conjunta com outros líderes de Alemanha e Itália

Presidente da França diz que não há tempo a perder em organizar saída do Reino Unido da UE

Decisão do Reino Unido de sair da União Europeia abriu espaço para o fortalecimento de governos protecionistas na Europa

Decisão do Reino Unido de sair da União Europeia abriu espaço para o fortalecimento de governos protecionistas na Europa

AE

Não há tempo a perder na organização da saída do Reino Unido da União Europeia e suas consequências, afirmou nesta segunda-feira (27) o presidente da França, François Hollande, em entrevista à imprensa conjunta com os líderes de Alemanha e Itália.

"Não podemos perder tempo, nem para lidar de uma maneira adequada com a questão da saída do Reino Unido, nem para fornecer um novo ímpeto para a UE", disse ele em entrevista à imprensa com a chanceler alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi.

Governo protecionista

A decisão do Reino Unido de sair da União Europeia abriu espaço para o fortalecimento de governos protecionistas na Europa. Ontem, a França já deixou claro que, a partir de agora, poderá enterrar acordos comerciais como o da UE com os Estados Unidos. O tratado entre europeus e o Mercosul também corre risco de ser colocado em segundo plano.

Foi a partir de uma iniciativa de Londres que americanos e europeus passaram a negociar, desde 2013, a criação do maior acordo de livre-comércio do mundo. No domingo (26), porém, a França deu um primeiro sinal concreto de que, sem o impulso britânico, Paris está disposta a frear qualquer abertura do bloco.

"A partir de agora, nenhum acordo de livre-comércio deve ser fechado se ele não respeita os interesses da UE", disse o primeiro-ministro francês, Manuel Valls. Para ele, o acordo negociado com os EUA "não vai no bom caminho".