Internacional Presidente do Líbano admite que sabia do nitrato de amônio em porto

Presidente do Líbano admite que sabia do nitrato de amônio em porto

Milhares de toneladas da substância altamente explosiva armazenadas irregularmente estão por trás do tamanho da tragédia de Beirute

  • Internacional | Da EFE

Imagem aérea do porto de Beirute após explosão: navio virado e prédio destruído

Imagem aérea do porto de Beirute após explosão: navio virado e prédio destruído

STR/EFE-EPA - 8.8.2020

O presidente do Líbano, Michel Aoun, reconheceu nesta quarta-feira que tomou conhecimento da presença de uma "grande quantidade" de nitrato de amônio no porto da capital libanesa no dia 20 de julho, duas semanas antes da explosão em Beirute que causou 171 mortes e deixou mais de 6 mil feridos, e assegurou que o Conselho Supremo de Defesa foi informado imediatamente.

"O presidente Aoun foi informado em 20 de julho de 2020, por meio do relatório de Segurança do Estado, da presença de uma grande quantidade de nitrato de amônio em um depósito no porto de Beirute, o conselheiro militar de Sua Excelência informou ao secretário-geral do Conselho Supremo da Defesa", declarou a presidência em sua conta do Twitter.

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O assessor de Aoun o informou na presença do Conselho de Ministros "para que pudesse tomar as medidas necessárias" e o secretário-geral do Conselho Supremo de Defesa então enviou o texto aos departamentos "competentes", de acordo com a versão da presidência.

"A presidência da República deseja que a investigação judicial continue, valendo-se de todas as experiências para mostrar a verdade absoluta sobre a explosão, suas circunstâncias e seus responsáveis em todos os níveis", concluiu.

O comentário de Aoun veio depois que relatórios de vários meios de comunicação no Líbano aumentaram nas últimas horas, afirmando que tanto o presidente quanto o primeiro-ministro, Hassan Diab, que renunciou na última segunda-feira, sabiam da existência do fertilizante que causou o tragédia.

Aoun vem atravessando forte pressão, não apenas das ruas onde tem havido protestos constantes desde a explosão para exigir a saída de toda a classe dominante, mas também de alguns setores políticos.

Há dois dias, o presidente libanês aceitou a renúncia de todo o governo, que pediu para permanecer no cargo até a formação de um novo Executivo.

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